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domingo, 5 de julho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 40

40 - CORTINA D’AMPEZZO – SAN MARTINO DI CASTROZZA

5 de Julho de 2015

Como dizia Nelson Rodrigues, na vida você tem que ter sorte até para chupar um Chica-Bon. O dono do hotel em Cortina é ciclista semi-profissional e me deu dicas preciosas sobre a região. Avisou-me que hoje (dia 5) vai acontecer uma competição onde se espera 10.000 (Dez mil!) ciclistas. Por isso, os melhores passos ficarão fechados para a competição.


Pronto, eu teria de mudar meus planos. Com a ajuda dele, montamos um circuito onde "tracei" os Passos Valparola, Gardenia, Sella, Pordoi, Rolle e di San Martino. Porém antes de pegar a estrada, fiz algumas fotos de Cortina para dividir com vocês:






Quando o dono do hotel falou em dez mil ciclistas, achei que ele estava delirando, mas pelo que vi na estrada é bem capaz mesmo. Além disso, os caras são alucinados. Nas descidas eles só faltam buzinar para ultrapassar os "jaspions". Tinha que tomar muito cuidado, mas foi sensacional. 






As paisagens iam se sucedendo como num filme de publicidade de agência de turismo. Tinha que fazer muito esforço para não perder a concentração. Era melhor parar de vez em quando para aprecia-las. Em uma delas não resisti, tive que brindar. Uma pena que o velho Jack Daniel´s tinha acabado. A solução foi o tal de Limoncello que estava levando para o Mario Luiz. No Brasil eu compro uma 51 e digo que foi um metalúrgico que mandou para ele.





















Cheguei à cidade de San Martino de Castrozza cansado, suado, com fome e sede, mas como uma criança que acabou de entrar em férias escolares e saber que não vai ter aulas de latim no próximo ano.
Fiquei num hotel 4 estrelas que o Departamento Financeiro só aprovou por estar em uma promoção de última hora (de 170 euros por 55 com o tal de colazione incluso). A cidade de San Martino di Castrozza fica entre Cortina e Saint Moritz e era muitíssimo bem frequentada até que um velho maluco, criado em Guiricema, com um verniz de civilização adquirido no Serrote, invadiu-a com sua linda e exuberante Brigitte. E tenho dito !

quinta-feira, 2 de julho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 39



VENEZA – CORTINA D’AMPEZZO

2 de Julho de 2015, 11:37

Saí de Veneza em direção aos Alpes italianos. Cortina d’Ampezzo era um destino natural, além de muito próximo. Tão próximo que nem deu tempo de parar e fazer fotos, principalmente porque começou uma chuva fina que, além de não lavar a estrada, atrapalhava um bocado a visibilidade do para-brisas. Muito cuidado nas margens da estrada com restos de folhas e grama recém-cortadas para não “comprar um lote” longe de casa.

















E foi assim, tateando e pilotando com muito juízo, que consegui chegar e achar o hotel em Cortina d’Ampezzo.






O pior foi o quarto que me arrumaram, tinha um "corpo" estendido na cama! Os gringos, com essa mania de travesseiros diferentes, estão sempre me surpreendendo. 


Já não sei comer com aquele monte de talheres, quando olho para a mesa com guardanapos de linho delicadamente dobrados, um monte de copos de tamanhos variados, um cara (que eles chamam de "Maitre") curvado, aguardando uma ordem... Ah meus amigos, essa parafernália desperta os meus mais primitivos instintos. Que vontade de comer com as mãos, bebendo vinho direto no gargalo (coisa de macho) e ao final, um belo e sonoro arroto vindo do mais fundo d'alma, como se fora a erupção de um vulcão adormecido! Está sendo cada vez mais difícil de reprimir. Um dia a casa dos gringos vai cair. Podem anotar...

quarta-feira, 1 de julho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 38



MODENA – ROVIGO – VENEZA


1 de Julho de 2015



Saí de Modena com o GPS “setado” para Rovigo, afinal era a terra de minha avó e pelo menos uma foto ao lado da placa da cidade eu tinha que tirar. Porém foi mais do que isso. Fiz as fotos, colei um adesivo do “Gato Cansado” na placa e tomei uma generosa dose de “Limoncello” (foi o que deu para arrumar, né).


O Mais engraçado é que falei com o frentista do posto do outro lado da estrada o que iria fazer e ele se emocionou. Falei no nome de minha avó Francesca Bellinello Rosso e ele me disse que tinha vários Bellinellos na cidade. Expliquei então que o sobrenome dela era Rosso, Bellinello era por causa de meu avô. Bem, Rosso eu não conheço, mas temos muitos Rossi, me disse ele, ao mesmo tempo em que me apressava exatamente como minha avó fazia: me empurrando e falando rapidamente: “- via, via, via”... Hahahahahaha. Que saudades daquela velhinha bonachona, e brava quando preciso.


Quando voltei, o frentista estava mais emocionado ainda (acho que ele tomou algo mais forte do que Limoncello), me abraçou e juro que pensei que fosse me beijar. Me dava tapas nas costas e repetia algo como “piu belo, piu belo”. O pessoal que estava abastecendo já sabia da história e me olhava com um sorriso de aprovação. Foi muito legal.
Cumprimentei todos e, depois de mais um abraço no “paisano”, parti para o centro de Rovigo.





Uma graça de cidade, como todas com uma muralha em volta, com pórticos na direção de cada uma das estradas que chegavam na cidade (cinco). Claro que hoje a muralha muitas vezes está escondida por alguma pequena construção que foram agregadas a ela, ou por revestimentos cobrindo o original, etc., mas com um pouco de boa vontade e imaginação você consegue “vê-la”.
Saudades da risada da minha Nona.









Bem, agora era chegar a Lido de Veneza, onde reservei hotel. O que será que o GPS iria me aprontar dessa vez ? Uma surpresa, levou-me certinho à estação do Ferry-Boat, colocando-me praticamente dentro da barca para fazer a travessia.




Lido de Veneza é uma ilha formando uma espécie de “embate” à frente de Veneza protegendo-a do Adriático, com isso a navegação das pequenas lanchas que servem de ônibus pelos inúmeros canais de Veneza é feita sem grandes desconfortos.



Lido de Veneza é muito bonita, com mansões lindas e muito bem cuidadas. A quantidade de bicicletas e scooters impressiona bem como o descumprimento das leis de trânsito. Para visitar Veneza você compra um passe de 24 horas (20 euros) e pode circular por todos os canais utilizando qualquer uma das lanchas/ônibus. Vale a pena, apesar da quantidade de turistas se esbarrando nas ruas, lojas e restaurantes. Faz parte...


A seguir algumas imagens de Veneza.