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segunda-feira, 22 de julho de 2013

A MARCHA PARA O OESTE - Pueblo - Colorado Springs

Pueblo (CO)  -  Colorado Springs (CO)   22 de julho de 2013
 
 
Esta etapa foi a mais curta da viagem pela localização de Colorado Springs, muito próximo a Pueblo, e por eu ter programado uma tarde de folga descansando da soleira pois um curso de pilotagem me aguardava e eu precisava estar descansado pois com toda a certeza seria feito debaixo de uma canícula, em baixa velocidade e exigindo muito fisicamente. Um belo descanso era portanto uma medida das mais sensatas.
Claro que antes de pegar o pequeno trecho de estrada passei na concessionária HD de Pueblo. Para não perder o vício.


domingo, 21 de julho de 2013

A MARCHA PARA O OESTE - Taos - Pueblo

Taos (NM)  -  Pueblo (CO)   21 de julho de 2013

HOJE PELA MANHÃ QUANDO DE MINHA PARTIDA - Continuo acreditando que organizaram esta parada em minha homenagem. Bem que avisei ontem na recepção que gostaria de manter o anonimato mas é difícil, não se decide envelhecer sem dignidade impunemente. Para variar vários carros de bombeiro (Papai, tio Bebeto, tio Adjalme e o primo Edmudo deveriam estar assistindo de algum lugar). Repare...m nos carros que pertencem à cidade de Taos e os bombeiros são voluntários. Os carros branco é da policia do municipio e o preto é da polícia estadual.
A cidade de Taos é uma estação de sky no inverno e no verão oferece inúmeras atrações tais como rafting, montanhismo, ciclismo, museus, etc... A cidade tem uma arquitetura fortemente influenciada pelo estilo mexicano e é muito hospitaleira.




Embora reconhecendo a trabalheira que tiveram para organizar o desfile em minha homenagem, com carros alegóricos inclusive, fui obrigado a desculpar-me com o prefeito e sua esposa que já estavam aboletadops em uma Mercedes para dar início ao desfile. Lamentei apenas deixar a "Reina" Crestina na mão, ela tinha certeza de que eu voltaria para busca-la mas a Helö, ciumenta como ela só, não aprovou a idéia.







COLORADO devidamente conquistado, estou pensando em pintar n tanque da Helö o nome de cada estado conquistado, como os pilotos faziam na fuselagem de seus aviões contabilizando inimigos abatidos. No meu caso é bem ao contrário, é sempre com enorme alegria que cruzo os limites de cada estado. Alegria que vem da certeza de ser bem recebido, da paciencia e bom humor que terão com seu inglës de Praça Mauá e da solidariedade com que voce sempre poderá contar. Isso sem falar nas belíssimas estradas e principalmente no respeito ao próximo.





 

 

 

 






A IRMANDADE NA ESTRADA - Não existe fotografia que consiga captar toda a magia de um momento mas é o que tento fazer nesta sequencia. Eu parei, coloquei a moto no tripe e preparei-me para fazer a pose mas eis que ouço o som de uma Harley em giro de velocidade de cruzeiro e de repente a redução rápida das marchas e pensei: "-O gringo acha que estou em apuros e vai parar". Não deu outra coisa, o ...cara encostou a moto ao meu lado e mandou algo como isto: "-Nice to meet You, I'm Alfred, do You need some help ?". Respondi que sim, gostaria que tirassemos uma foto juntos para eternizar um momento de solidariedade entre duas pessoas que se viam pela primeira vez e, provavelmente, jamais voltariam a se ver. Ele desceu da moto, posou para a foto e falou-me que fazia parte de um moto clube de bombeiros. Dei o adesivo do Gato Cansado a ele, despedimo-nos desejando boa viagem reciprocamente e cada um partiu em uma direção, certamente curtindo aqueles breves instantes de pura fraternidade vividos em algum lugar do Colorado. Coisas de motociclistas...

 
 
 Passar por um lugar desses sem uma paradinha para apreciar com calma e agradecer ao Criador é muita ingratidão. A natureza veio trabalhando ao longo da noite dos tempos preparando este momento. Foi perfeito, saboreei-o com calma, pensando nas pessoas especiais em minha vida. Algumas jamais souberam que o foram, como Dona Constancia, minha primeira professora. Uma pena não ter dito isso a ela. Que todas as professoras saibam que muitos hélios pensam a mesma coisa sobre elas.
 
 
 
 

sábado, 20 de julho de 2013

A MARCHA PARA O OESTE - Santa Rosa - Taos

Santa Rosa (NM)   -   Taos (NM)     20 de julho de 2013

Agora com uma certa inflexão ao norte. Um bom trecho, entre Santa Rosa e Las Vegas (não a de Nevada a de New Mexico mesmo), curtindo a Historic Route 66. Dia lindo, como o são todos os que passamos em cima de uma moto, estrada com pouco movimento e a Helö se acostumando com os 10% de etanol. Próximo a Las Vegas encontramos formações rochosas ao longo da estrada que nos acompanharam sem reclamar.







sexta-feira, 19 de julho de 2013

A MARCHA PARA O OESTE - Amarillo - Santa Rosa


Amarillo (TX) - Santa Rosa (NM) 19 de julho de 2013

Esse negócio de dizer que as paisagens são monótonas é para quem não tem imaginação. Arvores, montanhas ao longe, nuvens formando desenhos que lembram traseiros femininos e se não tiver nada disso sempre restará voce e uma Harley Davidson.


Atravessando aquela vastidão que é o Texas, com o sol castigando e retas intermináveis convidando a pequenos excessos de velocidade, quando a gente se dá conta de pequeno em pequeno excesso estamos pilotando em cima de um talão de multa em dólares !  Dei sorte e consegui chegar à divisa com o New Mexico e mais um estado entrou na cnotabilidade da Helö.
 
Parei e descansei um pouco no Visitor Center mas percebí que a gasolina estava entrando numa faixa que me deixa preocupado, com isso passei a pilotar com mais cuidado visando economizar ao máximo até achar um posto. Rodei umas 40 milhas e nada, apenas uma região desértica. Já estava entrando na fase do "cagassus galopandis" quando vejo um posto enorme. Cheguei a pensar que era uma miragem mas não, o posto estava lá mesmo. Entrei, parei a moto ao lado da bomba e, enquanto passava o cartão de crédito no leitor da bomba, escuto uma voz atrás de mim berrando: "E aí Hélio ? Tudo bem ?". Cacilda, aquí no meio do nada ? Muito amistoso para ser credor, pensei. Voltei-me e ví dois caras em uma moto, cumprimentei-os e ví que eram brasileiros. Perguntei de onde me conheciam e disseram que nunca tinham me visto mas pela bandeira do Brasil na manga da camisa e a placa da moto descobriram minha nacionalidade e meu nome. Eles alugaram a moto em Los Angeles e estavam fazendo a Route 66. Batemos um papo, trocamos e-mails e registramos o momento em que 3 brasileiros se encontram no meio do nada.
 
 
Eles estavam com pressa e seguiram em frente eu, para variar, descobri que no interior da loja de conveniencia do posto tinha uma espécie de museu automobilístico e quiz conferir de perto. Sábia decisão. Logo na entrada um belíssimo Corvette além de máquinas, inúmeras máquinas de Coca-Cola, afinal estávamos na área da Route 66 e tudo que alí estava exposto nos remetia àquela época.

 


 
E como o ambiente permitia certas liberdades aproveitei e a Marilyn não reclamou, muito pelo contrário.
 
 
 
 Chegando a Santa Rosa eu encontro quem ? Ela a HISTORIC ROUTE 66 - Essa danada dessa estrada quando menos espero esta no meu caminho. Entrei na cidade de Santa Rosa (NM) para procurar o hotel que reservei e para isso tive que sair da I-40 e cair nos braços da 66 com seus carros antigos e o clima dos anos 50. Não resisti e estou tentando colocar aquele caminhãozinho para funcionar. Amanhã volto lá para concluir o serviço ou não me chamo Hélio.







sábado, 15 de junho de 2013

A MARCHA PARA O OESTE - Como surgiu


Uma breve explicação


Após a volta do Cyro para o Brasil, continuo nos Estados Unidos e iniciei um novo projeto chamado “A MARCHA PARA O OESTE”. Diariamente, quando possível ou se justifica, posto fotos e algum comentário no FB, ocorre que muitos amigos pedem para que eu as coloque também no Blog pois fica mais fácil de consultar. Como iniciei a viagem no final de junho, com vários posts já colocados, vou resgatar os antigos aos poucos porém os atuais serão colocados ao mesmo tempo em que o faço no FB.

 

COMO SURGIU

Após o embarque do Cyro para o Brasil, com todas as gozações a que ele fez juz, até de cadeira de rodas ele andou com uma pilotagem magistral do locutor que vos fala.
 
 
 
 
Fiquei em Charlottesville (VA) e embora muitíssimo bem tratado pela família dele eu estava impaciente para inventar qualquer coisa. A idéia inicial era o Canada mas meu passaporte continuava no consulado canadense em Nova York para obter o visto sem previsão de retorno. Pensando um pouco, o que só faço em anos bissextos, lembrei que conhecia um pouco da costa do Pacífico e da costa do Atantico e quase nada do Centro-Oeste americano. Conversando com o genro do Cyro, o Bob que além de conhecer profundamente a história de seu país, ajudou-me a definir alguns importantes parametros para meu roteiro. Para isso partimos de 3 premissas:

1 – Fugir ao máximo das grandes Highways, utiliza-las apenas para deslocamentos rápidos sem perder de vista que o veículo é uma motocicleta que adora estradas sinuosas e serras.

2 – História + Geografia, ou seja dar preferencia a locais históricos e/ou de aspectos geográficos relevantes.

3 - Flexibilidade total, onde voce vai e volta ou vai e não volta ou então nem vai. É mais ou menos como “Sem lenço e sem documento”.

E assim foi feito uma espécie de rascunho, em torno das já famosas cervejas que o amigo dele fabrica. Troquei o pneu dianteiro da Helö, que estava com menos de meia-vida, preparei a tralha e aí veio a parte mais difícil: as despedidas. Momento de muito riso, muita brincadeira mas todos estão emocionados, uma última foto, montar na moto, sair gritando fingindo que vai cair mas só até a esquina, momento em que os olhos tem uma certa dificuldade de enchergar através de algumas lágrimas de saudade e gratidão.

sábado, 8 de junho de 2013

AV. GERIÁTRICAS II - A conversão do Cyro


 
O tempo deu uma melhorada depois que entramos na Virginia e aproveitamos para ganhar tempo reduzindo as paradas mas ainda assim conseguimos fazer algumas fotos naquelas obrigatórias para tirar água do joelho, um procedimento muito comum na 3ª. idade.

 




 

Em uma dessas paradas sai na frente do Cyro, ao fazer uma curva deparei-me com o asfalto tomado por  grama recém-cortada (os gringos aparam a grama do acostamento com uns carrinhos que recolhem a grama cortada num saco acoplado aos mesmos mas neste caso ele não tinha o sacana do saco e coalhou a curva de grama verde). Tinha um trilho no meio daquele tapete de grama, fechei o punho e consegui colocar a moto no trilho salvador ao mesmo tempo em que pensava: “- O Cyro vem abrindo o gás para me alcançar e talvez não tenha tempo de ver o trilho”. Reduzi a velocidade e fiquei de olho no retrovisor, ele realmente veio “quente”, as duas rodas pisaram na grama e lá foi ele escorregando com as duas para o acostamento onde conseguiu que a moto ganhasse tração a um palmo da “terra de ninguém”. Foi sorte ? Claro que voce tem que contar com ela mas foi uma demonstração de como jamais voce deve desistir de uma curva e tratar de fazer a sua parte para sair do problema. Sem dúvida foi uma linda manobra.

Depois disso, paramos para abastecer as motos e fomos em busca de um local para comer pois a fome era muita. Estávamos perto de uma cidade chamada Buena Vista e combinamos de nos encontrar no Gap onde sairíamos para a cidade. Acontece que passei do Gap e parei num “outlook” mais à frente. O piso era muito inclinado e quase derrubei a moto, me equilibrando por pouco. Quando o Cyro veio chegando, notei um rapazinho (uns 16 ou 17 anos) num scooter que mais parecia uma bicicleta motorizada de tão pequeno. O rapaz se dirigiu a mim com um livreto intitulado “Voce quer conhecer a verdade ? ”(em ingles, claro), eu disse logo que não e exatamente neste momento o Cyro chega e cai com a moto. Para variar ele sai rolando e a Sabrina deitou legal, não ficou em 45 gráus não, foi logo para os 90 gráus. O garoto se abaixou ao lado do Cyro com o livro na mão oferecendo a ele. O Cyro deitado não entendia nada e só olhava a gasolina escorrendo do tanque e correndo para baixo da moto próximo do escapamento. Deitado o Cyro me perguntava: “-Hélio, que porra que esse maluco está falando ?” Embora o Ingles dele seja muito melhor do que o meu ele não queria acreditar no que ouvia. Aí foi minha vez: “-Acho que ele está querendo lhe salvar. É pegar ou largar !”.  Meus amigos o Cyro levantou-se de um salto berrando em ingles com o garoto que se ele não  o ajudasse a levantar a moto as chamas do inferno iriam queimar, além da moto,  o rabo dele. Eu quase me mijava de rir. Aquilo tudo era surreal. Primeiro a motoneta ridicula do moleque numa estrada daquelas. Depois o tombo do Cyro com rolamento e tudo. Em seguida o garoto se ajoelhar e tentar converter o Cyro prestes a ter um infarto vendo a gasolina indo para o escapamento da moto caida. Um momento inesquecível. Sei não, aquele garoto vai longe...

Depois disso a viagem transcorreu debaixo de gargalhadas todas as vezes que parávamos e assim chegamos a Charlottesville onde o Cyro embarcaria, dois dias depois, para o Brasil e eu partiria para alguma aventura qualquer com a Helö.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

AV. GERIÁTRICAS - O verdadeiro Easy Rider


 
Acordamos cedo para tentar adiantar a viagem mas o tempo não ajudava. Passando pelas montanhas encontramos nuvens baixas que nos envolveram deixando a visibilidade próxima de zero além de nos enregelar até a alma. A pilotagem exigindo muita mão de obra e o frio causando dores até nas juntas dos motores das motos. Resolvemos parar em Blowing Rocks e foi quando vimos uma moto antiga (uma Royal Enfield 1955) parada à porta de um empório. Entramos e nos deparamos com o próprio Matusalem. O velhinho, com muita calma e simplicidade, mostrou quem era quem no mundo das motos. Para começar foi ele mesmo quem restaurou a moto e é quem faz toda sua manutenção. Hotéis nem pensar pois ele carrega uma tenda e toda a tralha para acampar em cima da moto. Comentei com ele sobre a reserva de combustível e de água que ele carrega (2 cantis e uma garrafa de plástico – vide 2ª. Foto) ao que ele retrucou que leva apenas uma garrafa plástica de água e nos cantis leva Jack Daniels em um e no outro uma infusão para proteger os pulmões da friagem cuja fórmula lhe foi dada por sua vö: Bitter russo e conhaque (em generosas quantidades) mel, aqua velva, pimenta, e duas ervas indígenas: pentelhos de cobra e tusse-tusse (estes dois últimos ítens foi o que consegui entender com meu ingles de Praça Mauá). O papo ia nesse tom quando nos levantamos para as despedidas e o Cyro perguntou a que horas ele iria pegar a estrada. O Tim (de Timotheo que é o seu nome) mostrou-nos os pulsos e disse que não usa relógios, celulares e computadores pois complicam a vida e ainda por cima enguiçam mais do que mulheres. Além do mais ele precisava continuar uma conversa com a simpática coroa que nos atendeu. Afinal às vezes faz muito frio na tenda, confidenciou-nos ao pé do ouvido e com um sorriso dos mais sacanas.