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domingo, 1 de setembro de 2013

O CAMINHO DE VOLTA - Moore - Fort Smith

Moore (OK)   -   Fort Smith (AR)        31 de agosto de 2013
 
Após uma semana de folga em Moore na casa dos meus amigos Dan e Odete, só tomando cerveja e curtindo um SPA para relaxar, entremeado com uma ida ao Cassino para tomar sorvete (é de graça) e perder um dólar em 100 jogadas de 1 cent, chegou a hora dolorosa: a despedida. Ontem à noite amarrei toda a tralha em cima da Helö. A impressão é que a bagagem vai aumentando embora eu não tenho comprado praticamente nada muito pelo contrário, andei jogando fora mapas antigos, folhetos promocionais, revistas de turismo, 2 pares de meias que se recusaram a ser lavados, teste caseiro para marijuana e outras bugingangas mas não adiantou muito a bichinha ficou parecendo moto de retirante da seca do nordeste.
 
 
Na hora de sair a maior dificuldade em falar, me despedir dizendo tudo que eu queria dizer para aquelas duas pessoas que abriram as portas de sua casa sem jamais ter me visto. Um amigo comum, o Nando de Cabo Frio (guitarra baixo dos Analfabeatles - os legítimos) falando comigo pelo Nextel (na época funcionava e eu já estava na gringolandia) disse que tinha uns amigos em Oklahoma e se eu iria passar por perto. Respondi que talvez. Ele então entrou em contato com eles, que pediram meu e-mail, e para minha surpresa recebo um e-mail super gentil com números de telefone, endereço e um convite para passar na casa deles e faze-la de base para meus passeios. Pensei em passar apenas para bater um papo e um cafezinho mas quando chego lá, um quarto me esperava com tratamento 5 estrelas. Eles me levaram a todas as cidades próximas. Aprendí muito sobre a história daquela região com o Dan e a Odete (ele americano e aposentado e ela brasileira do Rio Grande do Sul e advogada). Quando partí para a Marcha para o Oeste mantinhamos contato 2 a 3 vezes por semana tal o zelo e preocupação deles comigo. Pessoas especialíssimas que o Criador coloca no meu caminho, assim como Bob e Cristiane, Jeremy e Britini e muitos outros que a idade e a emoção não me permitem lembrar o nome. Não existem palavras para expressar toda minha gratidão. 
E foi assim, emocionado, de uma forma que um velho não pode ficar, que montei na Helö e sai pilotando da melhor forma que meus olhos permitiam.
 
 
 
 
Batimentos voltando ao normal, transito exigindo concentração e o calor quase derretendo o asfalto. Realmente estava muiiiito quente. Parei 3 vezes para dar um tempo na sombra e acabei colocando o colar gelado em torno do pescoço (ajuda um pouco). O fato é que não pude ir além de Fort Smith, a 180 milhas de Moore, mas o corpo sentia e quando isto acontece não adianta forçar. Parei num Days Inn maravilhoso (43 obamas, ar condicionado nevando e uma cama enorme, limpinha e com 4 travesseiros). Descansei um pouco e sai a pé (estou no centro) para fazer algumas fotos da cidade que é uma beleza. A igreja católica da Imaculada Conceição fica no início da avenida principal em um ponto mais elevado. A igreja foi construida no final do século XIX.
 
 
 
Interessante também a preocupação em preservar os antigos prédios, a maioria feita dos tradicionais tijolinhos vermelhos, fazendo com que as novas construções se harmonizem com as antigas:




 
As calçadas são um convite para andar a pé: sem buracos, limpas, arborizadas e floridas. Acho que estou ficando mal acostumado. Está na hora de voltar mesmo.

 

 
 
Ao lado da igreja está o Saint Anne's Convent, um pouco mais recente do que a igreja.

 
E assim, após uma boa caminhada pela cidade, entrei num restaurante "japa" e matei  um sushi sem dó nem piedade. Ainda bem que ficava longe do hotel e a caminhada ajudou a tal de "congestão" como dizia um amigo. Um abração pois amanhã tem mais.
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A MARCHA PARA O OESTE - Grand Island - Moore

Grand Island (NE)    -   Moore (OK)     25 de agosto de 2013
 

 Ontem, rodei 440 milhas e com a parada no museu de Murdo atrasei a viagem em 2 horas. Para conseguir um hotel (em Grand Island - Nebraska) foi a maior dificuldade. Acabei encontrando um com um preço meio "salgado" mas o corpo pedia banho, ar condicionado e cama limpa. Claro que encarei. Dormi com a cortina aberta e acordei com esse visual e achando que o preço do hotel foi baratíssimo.
 
 
 
Saí bem cedo pois a idéia era fazer as 430 milhas que faltavam para Moore - Oklahoma ainda hoje. Saí às 7:30 e cheguei a Moore às 14:30 h. Por sorte as estradas estavam quase desertas e pude enroscar o cabo do acelerador. Na saída de Nebraska encontrei o casal da Goldwing Trike que ontem me deu o colar para resfrescar o pescoço. Buzinei e acenei para eles e segui em frente. Atravessei o Kansas de Norte a Sul só fazendo uma parada para abastecer e uma para registrar o momento em que entrei no estado:
 
Aproveitei ao máximo a temperatura agradável da manhã. A pressa tinha dois motivos: o primeiro era reencontrar os novos e queridos amigos Dan e Odete cuja forma como me conheceram e receberam será contada em post específico. O outro motivo era meu remédio para hipertensão que esquecí de levar em quantidade suficiente e fiquei umas 2 semanas sem fazer uso dele. Não sei a quantas andou a pressão mas acredito que motocicleta é melhor do que o remédio. O bom é que estou em Moore, Oklahoma e vou dar uma semana de folga para a Helö e para a carcaça velha de guerra, com direito a SPA e cerveja gelada. Reparem no detalhe do patinho !


 

A MARCHA PARA O OESTE - Rapid City - Grand Island

Rapid City (SD) - Grand Island (NE)   24 de agosto de 2013

DEPOIS DIZEM QUE EU INVENTO CONFUSÃO !

 Sai cedinho de Rapid City para aproveitar a temperatura mais baixa e fazer a viagem render. Rodei 135 milhas direto numa estrada que é uma reta só passando por fazendas e voce não via uma única edificação. Com a gasolina pelas beiras cheguei em um lugarejo chamado Murdo (SD). Abastecí a Helö até o "talo" e já estava pronto para continuar a viagem (eram 9:30 h...) quando vejo esse mostrengo parado do outro lado e mais atrás do posto:
 

 Voltei, atravessei a pista e ví uma loja de antiguidades, com um restaurante ao lado e entrei para perguntar se podia tirar foto do "galipão", aí tenho outra surpresa, vejam só o balcão da loja:
 
 
O dono me atendeu com a maior simpatia e pelo meu sotaque achou que eu era russo, (estou quase concordando só para dar declarações sentando o cacete no Lenine ). Quando falei que era brasileiro ele falou que tinha um pequeno museu com quase 300 carros, umas tantas motos e outras coisinhas mais. Para mim eu tinha entendido errado pois não via espaço nem para 30 carros, de qualquer forma morri em 5 obamas para entrar no "museu". Sabe como é, né: falou em carro eu já esqueço da vida... Meus amigos, o cara tem mais de 300 carros sim e alguns verdadeiras raridades além de umas loucuras inimagináveis. Resultado, investí 2 horas da minha vida admirando e curtindo veículos que me remetiam a um passado maravilhoso de ser lembrado. Com exceção daquela Plimouth taxi do meu pai que eu tinha que tirar e colocar o carter todo sábado. Mas vamos ao que interessa: os carros. Alguns Clássicos de nascença outros pela destinação, como é o caso do General Lee. Já o Chevy 1957 é um dos mais lindos de todos os tempos. O Packard por ser um dos últimos modelos fabricados. O Lincoln Continental Mark III 1958 (última foto) é um dos mais desejados carros pelos colecionadores. Este modelo novo custava 6.223 dólares. Com esse dinheiro voce podia comprar 2 Impalas conversíveis novos e ainda sobrava 541 dólares para a gasolina.
 
 
 
 

 

SONHO DOS COLECIONADORES: Cord 1937 com compressor. Este carro chegou a mais de 110 milhas em seu teste inicial. Esse modelo foi de um dos diretores da Cord e está rigorosamente original, chegando facilmente a 100 milhas quando faz sua apresentação em eventos. O glorioso Tom Mix morreu pilotando um deles no Arizona. O cara estava acostumado com cavalo e se deu mal.

 
 
 
 
OUTRAS RARIDADES QUE VOAV AM BAIXO.
O primeiro é um Pontiac Judge 1970 dos quais foram fabricados apenas 370. O Segundo é um Shelby Mustang GT 500 com motor 428 Cobra Jet e foram produzidos 1.046 unidades seu preço novo era de 4.317,00 dólares em 1968. O terceiro foi o primeiro Pontiac GTO fabricado em 1964, com 330 HP a um preço de 3.081 dólares. 
 
 
 
 
 A cidade é mínima e desconfio que os galpões, onde estão os carros, ocupam mais de 50% de sua área. Engraçado é que os galpões estão de costas para a rua ficando voltados para uma espécie de alameda nos fundos da loja do cara. Por isso não levei fé quando ele falou em trezentos carros.
 
 
 
 

MAIS UM ESTADO PARA ENTRAR NO LIVRO DE BORDO, agora o Nebraska. Estou cortando o Nebraska numa perpendicular de norte a sudoeste. Amanhã pretendo invadir o Kansas. Essa parada de 2 horas no museu em Murdo levou-me a pilotar debaixo do maior sol. Encontrei um casal numa Trike Honda e o coroa me deu uma espécie de colar que é mantido no gelo e na hora de sair coloca no pescoço. Gostei, ajuda bastante. Outra coisa foram os... trens, como a linha férrea corria paralela à estrada e toda hora passava um trem cargueiro, lembrei-me de uma outra viagem e comecei a acenar que nem um louco quando via a locomotiva. Para minha surpresa e alegria, todos (TODOS) os maquinistas respondiam apitando. Hoje foi fogo, 440 milhas sendo 270 debaixo da maior canícula. Amanhã seja o que Deus quiser. Boa noite moçada.
 
 


 


terça-feira, 27 de agosto de 2013

A MARCHA PARA O OESTE - Rapid City


Mount Rushmore National Memorial(SD)       24 de agosto de 2013
 

 Hoje foi o dia de curtir o Mount Rushmore National Memorial. Rodei quase 100 milhas dentro do Parque que além de sua mais conhecida atração, o Mount Rushmore National Memorial com as faces de 4 presidentes esculpidas na pedra, tem inúmeras outras. Aproveitei e visitei o "Crazy Horse Memorial", um belíssimo parque com um centro de visitação onde existem objetos, documentos, livros e obras de arte retratando uma época. Como se não bastasse, a estrada que liga essas atrações é cheia de curvas e com o asfalto nota 1000. Deu para fazer um bailado legal cam a Helö, ainda mais que deixei toda a tralha no hotel, o que aliviou o peso e melhorou o equilibrio da minha policial gostosona.
 
 
 
 
ESTAVA PARADO FOTOGRAFANDO AS FACES DOS PRESIDENTES NA MONTANHA QUANDO OUÇO UM RONCO ASSUSTADOR, IMEDIATAMENTE VOEI PARA A CAMARA E CONSEGUÍ FOTOGRAFAR O "HOT-ROD" QUE VINHA QUEBRANDO TODOS OS LIMITES DE VELOCIDADE E BOM SENSO. LINDO LINDO, LINDO.......O detalhe das faixas brancas nos pneus é quase um padrão.
 
Foto: ESTAVA PARADO FOTOGRAFANDO AS CARAS DOS PRESIDENTES NA MONTANHA QUANDO OUÇO UM RONCO ASSUSTADOR, IMEDIATAMENTE VOEI PARA A CAMARA E CONSEGUÍ FOTOGRAFAR O "HOT-ROD" QUE VINHA QUEBRANDO TODOS OS LIMITES DE VELOCIDADE E BOM SENSO. LINDO LINDO, LINDO.......O detalhe das faixas brancas nos pneus é quase um padrão.
 
MOUNT RUSHMORE NATIONAL MEMORIAL
Meus amigos, o tal do memorial impressiona mesmo, não só pelo tamanho mas pela forma como foi planejado e construido: simples, funcional e imponente. Espaços abertos, anfiteatro ao ar livre ao pé da montanha. Uma alameda de colunas com bandeiras dos estados (iluminadas à noite) e cada detalhe com uma razão de ser como vim a descobrir mais tarde e ainda estou descobrindo.
 
 
 
 
 
 
AINDA SOBRE O MEMORIAL
A primeira foto mostra o anfiteatro ao pé da Rushmore Mountain. A alameda de colunas com bandeiras em suas 4 faces tem uma razão de ser. São ao todo 14 colunas (sete de cada lado) e em cada face está gravado o nome de... um estado, com a data em que ele passou a fazer parte da União. O primeiro estado foi Delaware, em 1787. O Arizona foi o quadragésimo oitavo em 1912. Talvez seja por isso que os estados tem uma autonomia que a nós soa estranha mas nem por isso eles deixam de hastear a bandeira americana em frente às suas casas.
 
 
 
 
 
PROGRAMA DE REEDUCAÇÃO URGENTE
Tenho que me reeducar no Brasil antes de sair com minha moto. Vejam na primeira foto como deixei minha moto na garagem do Memorial (não tem vigia): capacete, GPS, jaqueta de couro e filmadora GoPro. Os gringos ainda são piores, deixam roupas em cima do banco, capacete, malas, etc... Tenho que voltar à realidade...
 
 
 
 
O cara que esculpiu as faces dos 4 presidentes na Rushmore Mountain, Gutzon Borglum, começou a obra em 1927 e até morrer em 1941 trabalhou nela. Seu filho concluiu o trabalho e realmente é uma coisa linda. Existe um outro memorial, do chefe Crazy Horse, em que estão esculpindo a cabeça dele numa montanha. Eu fui lá hoje e esquecí até do almoço (foi bom pois economizei umas verdinhas). Fiz uma foto de perfil (essa abaixo) pois estava muito quente e eu não estava a fim de andar debaixo daquela fornalha. Pelo angulo da foto achei parecido com um tio, irmão do meu pai e que parece que tinha herdado o DNA de minha bisavó india. Conta a lenda que ela foi pega a laço.
 
 
 
 
Mais fotos do CRAZY HORSE MEMORIAL
 
 
 
 
ED MCGAA "EAGLE MAN" da Tribo Oglala Sioux, autor de vários best-sellers entre eles "Crazy Horse and Chief Red Cloud - History of the Sioux and its Warriors". Foi piloto de caça dos Marines, pilotando o Phanton F4 com 110 missões de combate e condecorado várias vezes