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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O CAMINHO DE VOLTA - Live Oak - Winter Garden

Live Oak  -  Winter Garden     11 e 12 setembro 2013
 
 
Seguindo as dicas do Rodrigo resolvi ir de Live Oak a  Winter Garden via Saint Augustine e Daytona Beach ficando um dia em cada uma. Foi uma decisão das mais acertadas pois a primeira cidade é um verdadeiro museu ao ar livre e Daytona Beach, além do belíssimo litoral ainda tem o Daytona International Speedway e, além disso, uma das maiores concessionárias HD que já conheci  ao lado de uma enorme JP Cycle. Uma verdadeira festa para quem curte.
 
SAINT AUGUSTINE (Florida) a 48 milhas de Daytona Beach.
Uma das cidades mais bonitas que já ví, conseguindo modernizar-se sem agredir suas origens. Dá vontade de ficar passeando a pé, e tirando fotos, o dia inteiro.
 
Foto de Helio Rodrigues Silva.
 
Foto de Helio Rodrigues Silva.
 
Foto de Helio Rodrigues Silva.
 
Foto de Helio Rodrigues Silva.


Flagler College 
 
A preservação do passado é a base onde será construido o futuro. As duas primeiras fotos mostram identicas construções em formato de varanda que fazem parte do projeto arquitetonico do colégio. O da segunda foto está passando por uma restauração e seus corrimãos e balaústres podem ser vistos separados e numerados aguardando a restauração para voltar ao local de origem na posição exata. 
 
Foto de Helio Rodrigues Silva. 



















 
Foto de Helio Rodrigues Silva.
Foto de Helio Rodrigues Silva.
 
 
 
 
Flagler College - esse colégio, no centro da parte histórica da cidade, tem um belíssimo campus que se integra perfeitamente com as edificações e com o meio ambiente.
 




Foto de Helio Rodrigues Silva.
 
 
Foto de Helio Rodrigues Silva.





Foto de Helio Rodrigues Silva.
 
 
A influencia espanhola na cidade é muito forte como se percebe na arquitetura (lá vou eu me meter onde não entendo nada) , nos nomes de ruas, de restaurantes e na culinária.

Foto de Helio Rodrigues Silva.

Estacionada no patio do Flagler College. Essa foi meu sonho de consumo quando comprei a Vulcan Classic 800. O manual do proprietário era comum às duas e quando ví a foto da Drifter endoidei. Um dia, quem sabe ?
Foto de Helio Rodrigues Silva.


Campus do Flagler College. Até eu ACHO que estudaria num ambiente desses escapando da minha sesquipedal ignorancia. (Acho essa palavra linda, parece coisa de bicicleta).
 
 
Castillo de San Marcos - este forte data de 1672 e foi construido pelos espanhois dominando a Matanzas Bay de onde poderiam resistir aos ingleses. E realmente, o forte jamais caiu ainda que sofresse um cerco por meses dos ingleses, até que reforços espanhois vindos de Cuba fizeram os ingleses se retirar.

 
 
Foto de Helio Rodrigues Silva.
 
Essa Drugstore preservada mantém nas prateleiras as drogas originais bem como poções, perfumes e outros venenos da época. Lembro especialmente do Cashmere Bouque, da 2a. foto, que pegava escondido das tias (em Guiricema) para passar na suvaqueira.
 
Foto de Helio Rodrigues Silva.

Daytona Beach - I-95 EXIT 289  (Florida)
 
É aqui que fica o maior dealer Harley Davidson que eu já vi (pode ser que existam outros mas não conheço). Na realidade é um centro comercial com restaurantes, lojas e um hotel (claro que vou ficar hoje por aqui) e uma JP Cycle quase tão grande quanto a Harley. A HD está com uma Road King Police Model 2013 (zero) com preço promocional: 15.000 obamas e isso está tirando meu sono !!!!!! Olha duas fotos dela aí em baixo. Vou lá namora-la.
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Foto de Helio Rodrigues Silva.
 
Daytona Speedway

O passeio de trenzinho pelo Daytona International Speedway  vale a pena pois além de conhecer todas as instalações e ter uma noção do tamanho do complexo (que está sendo ampliado !) podemos ver de perto a inclinação das curvas. A suspensão dos carros deve sofrer uma barbaridade naquelas inclinações absurdas.






 Depois de dar um couro nos velhotes daqui reservaram o lugar mais alto do pódio para tio Hélio, logo depois a Danica veio me parabenizar. Só falta colocar meu nome junto aos grandes da minha época.


Foto de Helio Rodrigues Silva.

 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O CAMINHO DE VOLTA - Pensacola - Live Oak

Pensacola (FL) - Live Oak (FL) 10 setembro 2013



Mais uma vez escolhi o caminho que vai contornando o Golfo do México. A semelhança com Cabo Frio é impressionante: a areia, as dunas, a vegetação das dunas, a cor do mar, só faltando mesmo o nordeste fazendo música nos coqueiros no bairro da Passagem, em Cabo Frio. Tudo isso, ao mesmo tempo em que eu saboreava cada centimetro quadrado daquela paisagem, apertava o coração velho de guerra como se fora um infarte mas era apenas as saudades das minhas gatinhas e dos meus cachorrões. Chega a doer. Mas é assim mesmo, não tem almoço de graça, além do mais eles são meus maiores incentivadores e vibram muito a cada etapa completada.

FotoFotoFoto

Quando, neste retão lindo, ví a placa para Madison não conversei, a Helô inclinou sózinha e foi me ajudar a encontrar as tais pontes.





Valeu a pena, a cidadezinha é simpática, tranquila e encontrei porteiras que nos remetiam às gerais da infancia. Queria homenagear uma amiga mas não  encontrei as tais pontes, ano que vem volto lá, ou no outro, ou no outro, ou algum dia.....
Agora é acelerar pois Live Oak nos espera...
 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O CAMINHO DE VOLTA - Pensacola

Pensacola (FL)  -  9 de setembro de 2013

NATIONAL NAVAL AVIATION MUSEUM - Pensacola
Hoje praticamente passei o dia no Museu de Aviação Naval de Pensacola. O único problema foi no portão da base pois os milicos são intransigentes e exigiram que eu colocasse luvas, as compridas, e uma jaqueta de mangas compridas. Na mesma hora imaginei, esses sacanas sabem quem sou, conhecem minhas batalhas com meu biplano Sopwit Camel contra aquele maldito Barão Vermelho e já estão me pedindo para colocar o traje de voo. Acho que vou dar uma pilotada numa modernidade dessas...
 
Bem no saguão da entrada do museu e sob uma redoma de vidro que confere uma luminosidade maneiríssima ao conjunto, o bronze de 5 pilotos em tamanho natural retratando um impossível, devido às épocas, mas verossímil diálogo entre 5 pilotos de caça de diferentes guerras. Da esquerda para a direita: "caçadores" da 1a. Guerra Mundial, 2a. Guerra Mundial, Korea, Vietnam e Desert Storm. Embaixo, ouvindo atentamente, o convidado de honra...modéstia à parte.
 

 
 
F4U VOUGHT CORSAIR
Este é um dos 10 mais lindos aviões jamais produzidos, na minha opinião. O desenho de suas asas, em forma de diedro (acho que é isso, se não for deveria ser) dão uma aparencia de ave de rapina ao pássaro. Os japoneses consideravam-no o melhor caça americano embarcado. O Corsair foi o avião que permaneceu mais tempo em produção na historia militar americana e foi utilizado na II Guerra e na guerra da Korea. Tinha uma velocidade de 440 milhas e um teto de 37.000 pés.
ME 262 - MESSERSCHMIT
Este foi o primeiro avião de combate a jato puro a entrar em ação. Ele foi considerado operacional em abril de 1944, quando a maré da guerra já tinha se voltado contra os alemães. Para sorte dos aliados, o aloprado do Hitler viu um dos seus voos de teste em 1942 e como achava que era um genio, tinha mania de dar palpite em tudo (parece com uma pessoa que a gente conhece). Ele cismou de transformar o avião, originalmente desenhado como caça, para bombardeiro. Isso atrasou sua entrada em operação, o que foi uma enorme sorte para os aliados pois ele era 100 milhas mais veloz do que o mais rápido dos caças aliados ao final da guerra, o P51 Mustang. Além do mais ele foi o primeiro avião a utilizar foguetes ar-ar contra as B-17, B-29 e B-24 que bombardeavam Berlim.
O desenho desse avião lembrava em muito um tubarão. Esse modelo específico foi adaptado para treinamento, por isso a carlinga com 2 lugares.


UMA HISTÓRIA INACREDITÁVEL !
 Este avião, um MIG 15, projetado e fabricado pelos soviéticos e usado na guerra da Korea, tem uma história incrível. Em 1946 o Kremlim ordenou que os projetistas soviéticos desenhassem e desenvolvessem um caça a jato puro que voasse a Mach 0.9 e a uma altitude de 37.000 pés. O maior obstáculo que a equipe encontrou foi em relação ao propulsor, afinal eles estavam engatinhando em relação ao assunto e nem um projeto tinham. Nesse momento deu-se um fato inexplicável. A Inglaterra, já com a chamada "guerra fria" iniciada, vendeu algumas turbinas Rolls Royce para os soviéticos que só tiveram o trabalho de fazer a "engenharia reversa", um elegante termo para pirataria. Talvez os britanicos tenham exagerado no chá !

domingo, 8 de setembro de 2013

O CAMINHO DE VOLTA - New Orleans - Pensacola (2/2)

New Orleans (LA)  -  Pensacola  (FL)     8 de setembro de 2013
 
(2a. parte)

Após rodarmos, quase que sem parar, eis que avistamos nosso objetivo: a divisa do Mississipi com o Alabama. Mais um estado registrado no livro de bordo da Helô, agora o Alabama, passagem obrigatória para alcançarmos a Flórida.
 
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Embora fosse um trecho curto decidi parar em Mobile onde, à margem da rodovia, existe um Battleship Memorial Park onde está o USS Alabama (60).
 

Falou em avião e museu eu interrompo a viagem mesmo, principalmente se neste museu estão dois aviões com historias distintas mas impressionantes. O primeiro é o Douglas DC-3, conhecido na FAB como C-47, sustentáculo do heróico CAN (Correio Aéreo Nacional) cujas histórias e façanhas são de conhecimento de pouquíssimas pessoas. Uma pena. O outro avião é um Mitchel B-25, bombardeiro médio que aplicou o mais surpreedente e ousado ataque sobre Tóquio na II Grande Guerra. Uma esquadrilha, liderada pelo Cel. Doolitle, foi lançada de porta-aviões próximo a aguas territoriais japonesas, já que nenhum avião americano, à época, tinha autonomia para atingir o Japão a partir de uma base em terra. Era uma missão sem retorno pois os porta-aviões teriam que fugir rápidamente e os B-25 teriam que pousar na China. A missão, embora tenha sido um sucesso, não causou grandes danos materiais mas foi um tremendo reforço no moral dos americanos e um grande  abalo para os japoneses verem sua capital bombardeada.
 
No memorial em homenagem aos mortos no Vietnam existe uma ala dedicada aos cães que morreram ou desapareceram em combate. Eles foram considerados soldados e tiveram as mesmas honras funebres que aqueles.
A primeira foto mostra uma lápide com as impressões  das patas de um cão bem como as das solas das botas de seu condutor. A 2a. foto é a representação de uma patrulha e a última mostra os nomes dos cães mortos e desaparecidos.
 
Saindo do Battleship Memorial Park com o sol começando a se por e uma temperatura mais civilizada foi fácil chegar à divisa com a Flórida, o último estado registrado no livro de bordo da Helô nesta viagem.
Da divisa até Pensacola foi muito rápido, coisa de 30 ou 40 milhas e o ritual de sempre: McDonalds e sua rede WiFi, procurar e reservar hotel, colocar endereço no GPS e descobrir que o hotel está na mesma quadra do McDonalds. Amanhã acordar cedo para visitar o Museu Aero Naval de Pensacola.