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quinta-feira, 18 de junho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 27



MENTON – JAUSIERS

18 de Junho de 2015



Depois de pegar a Brigitte na Yamaha de Menton, voltei para Mônaco, afinal são penas 12 km. O problema é o trânsito louco, com centenas de scooters fazendo lambanças à granel. Nunca vi uma coisa tão doida.

O mais legal é que Mônaco é uma cidade em três niveis: a parte alta, a parte térrea e o sub-solo. A quantidade de subterrâneos e túneis é impressionante. Muitos deles com sinais de trânsito, rotatórias e outros bichos. Tenho a impressão que se você se perder alí embaixo jamais será encontrado.

Consegui chegar a um enorme estacionamento sob o Institudo de Oceanografia e, através de escadas rolantes e elevadores, cheguei ao nível da chamada "cidade velha", onde estão museus, palácio, cafés, restaurantes e lojas voltadas para turistas.
















Quando estava terminando a manhã, montei na Brigitte e peguei o rumo do próximo desafio. Ir para Barcelonette, na fronteira com a Itália, atravessando os Alpes pela famosa "La Bonette", a estrada inter-vales mais alta da Europa: 2.800 metros no seu ponto culminante.









Na medida em que vamos subindo podemos descortinar cenários espetaculares: a estrada serpenteando no fundo do vale, um vilarejo abandonado após uma nevasca, motos em uma curva acentuada executando seu bailado característico, o marco do ponto culminante onde me despedi de minhas botas, pequenos bancos de gêlo na beira da estrada lembrando-nos de redobrar a atenção e a incrível sensação de estarmos mais perto do Criador. Impossível não pararmos para agradecer o milagre da vida e a oportunidade que nos foi dada. 





















Outra coisa que chamou a atenção foi a quantidade de construções militares antigas abandonadas, talvez seja resto da "Linha Maginot". 






De qualquer forma foi mais um desafio vencido.
Cheguei a Jusiers, a 10 km de Barcelonette, parei para abastecer em frente a um hotel e a proprietária, muito simpática, fez um preço razoável com jantar e café da manhã. Fiquei por lá mesmo, pois o frio dos Alpes me desgastou mais do que o sol de Mônaco.

terça-feira, 16 de junho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 26

UTELLE – MENTON

16 de Junho de 2015, 15:29


Dia complicadíssimo. Começou bem quando fui lá buscar a faixa do Col de Turini. Com direito a adesivo do Gato Cansado na vidraça do restaurante. 





Mas descobri que avancei demais ontem, por causa da chuva. Estava difícil visualizar as placas.
Hoje voltei todos aqueles "zig-zags", mas com sol é bem mais tranquilo. Acho que a nossa Serra do Rio do Rastro exige muito mais. De qualquer forma o lugar tem sua fama, afinal uma das etapas do Campeonato Mundial de Rally acontece aqui.






O restaurante no alto, muito charmoso, está cheio de fotos, luvas e peças autografadas por corredores que passaram por aqui. Tinha uma do Jean Pierre Beltoise e François Cervert juntos.




A moçada vem para cá barbarizar ou simplesmente subir no "feijão com arroz", como fizeram três veteraníssimas, uma BMW, uma Zundapp e uma FN da qual nunca ouvi falar! Mas subiram, com garupa e deixando um cheiro de óleo queimado desgraçado. Mas é bonito, ver as veteraninhas chegando lá.









De lá segui para Cap-Ferrat, mas os hoteis estavam todos lotados e aqueles que tinham vaga não cabiam no meu bolso. 






Resolvi ir para Menton, logo depois de Mônaco. Como era cedo, resolvi dar um rolezinho em Mônaco. 



Após fazer as fotos e as caminhadas de praxe. Resolvi conhecer trechos do circuito da Fórmula 1.  Parei a moto no cais e quando desci da moto deu-se o drama: minha bota guerreira de três viagens pela terra de Marlboro, não resistiu à chuva de ontem e veio a fazer óbito. Não apenas descolou o solado, o couro abriu na frente e o meu dedão (com a unha encravada) apareceu de uma forma quase pornográfica.  Antes que os Grimaldis me expulsassem de sua cidade-cassino voltei rapidinho para Menton onde a bota deu o suspiro final.





O pior é que esqueci o tênis em Paris. Nem havaiana eu tenho. Estou descalço na recepção (a internet só funciona aqui) e um senhor se prontificou a levar-me amanhã a uma sapataria.

Tenho que levar a Brigitte na Yamaha para conferir a correia de transmissão (cismei que está muito esticada depois que trocaram o pneu) e a previsão para amanhã em Mônaco é de chuva. Ou seja, tudo dentro da normalidade.


Beijos a todos.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 25

CASTELLANE – UTELLE

15 de Junho de 2015, 15:06


Acordei com um dia maravilhoso. A previsão do tempo estava se cumprindo. Arrumei a tralha toda na Brigitte e sai cedo (ainda não eram 8 horas) para tentar vencer dois desafios. O primeiro a “Route de Gentelly”, um percurso pela D2 que começa em Vence e termina na belíssima Gréolières. O segundo, o “Col de Turini” com seus inúmeros “lacet” lembrando a nossa Serra do Rio do Rastro.

Acontece que criei um terceiro desafio: fazer a Route de Gentelly em sentido inverso e, de Vance, descobrir um caminho para o "Col de Turini" onde é realizada uma das etapas do Campeonato Mundial de Rally.

Até agora a coisa vai indo bem, a "Route de Gentelly" já está no bolso. O "Col de Turini" já mandei fazer as faixas. Era para terminar hoje, mas peguei uma pauleira danada: água entrando pela calça "water-proof", pela bota, pela jaqueta, uma estrada encardida de perigosa e a minha menina curvando com uma perfeição que não é do meu braço, ela é sensacional.














Parei aqui no alto (estou acima das nuvens) e encontrei um albergue com cama a 15 euros e com um detalhe: SEM BANHO! Acho que esse detalhe valoriza em pelo menos mais 5 euros a estadia... ficar sem tomar banho e com uma boa justificativa, não tem dinheiro que pague...