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sexta-feira, 26 de junho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 34



SIGNA – SIENA – ROMA

26 de Junho de 2015 

Sai de Signa bem cedo, ainda não eram 8 horas, para passar algumas horas em Siena conhecendo as belezas daquela que rivaliza e, na minha opinião de leigo, sobrepuja Firenze. Foi um tirinho bem curto, cerca de 80 km e, como já tinha checado as atrações e endereços, foi fácil chegar ao local, ainda mais com o GPS de boa vontade.

O primeiro contato é muito bonito, pois a cidade está no alto de uma elevação e as torres de igrejas e edificações podem ser vistas de longe. Parei a moto, fiz algumas fotos e dirigi-me para o arco da entrada da cidade. O trânsito é permitido apenas para veículos de residentes e os de duas rodas (a Brigitte estava incluída, lógico). Isso facilitou um bocado minha vida, pois as ladeiras dentro da cidade são uma constante. Embora fosse cedo, o número de turistas era muito grande e a confusão nas ruas e vielas estreitas era enorme, principalmente quando algum veículo de serviço ou de moradores se misturava com os passantes. Edificações medievais muito bem conservadas e várias utilizando o térreo como lojas de marcas famosas. Sorveterias, joalherias, restaurantes, cafés, residências, órgãos públicos, todos, enfim, mantendo a fachada original, inclusive com as argolas de ferro onde os viajantes amarravam seus cavalos.




















A Piazza Del Campo, onde está o Palazzo Comunale, é algo espetacular. Era o local onde os comerciantes de toda a região ofereciam seus produtos e festejavam o sucesso (ou fracasso), enchendo a cara nas bodegas em volta. Tentar descrever é difícil, mas resumindo, é um circulo enorme ainda mantendo o calçamento original com um formato côncavo, o centro é mais baixo do que as extremidades, que terminam em uma divisória de madeira de cerca de 1,30 metros. Após esta divisória, um anel externo de uns 10 metros de largura que estava sendo coberto de terra vermelha para a corrida do PALIO de SIENA. Duas vezes por ano acontece este evento (em julho e agosto), trata-se de uma corrida de cavalos (sem sela) disputada por representantes de 17 paróquias em homenagem à Nossa Senhora. Os cavaleiros usam apetrechos da época e carregam a bandeira de sua paróquia. Aquele que completar as 3 voltas na frente ganha o PALIO, um estandarte especialmente criado para o evento. Os espectadores ficavam no circulo central e a corrida era realizada no anel externo.







Os prédios ficam em volta desta praça e os restaurantes colocam mesas em frente para quem quiser se aventurar a ser atropelado por cavalos em disparada. Coisa de louco. 








Apesar da vontade de continuar em Siena, não podia esquecer que Roma estava nos esperando. O negócio era acelerar para não chegar muito tarde à “Cidade Eterna”.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 33



PISTÓIA - SIGNA

25 de Junho de 2015, 17:05

Na região de Firenze resolvi ficar em uma pequena vila a duas estações de trem da cidade, Signa, coisa de 10 minutos, que eliminava uma série de problemas: trânsito, estacionamento, carregar capacete, etc... O preço da passagem (ida e volta) são 5 euros. Trens impecáveis e horários que permitem acertar seu relógio por eles.




Saltei na estação central, a Firenze Santa Maria Novella, e parti para minha caminhada em busca da Piazza Del Duomo que engloba, além do Duomo (a 5ª. maior igreja da Europa), o Batistério de San Giovanni e o Campanille. Depois, se houvesse tempo e pernas, a Piazza Della Signoria com o Palazzo Vechio a Logia dei Lanzi e uma cópia do David de Michelangelo, entre outras.








Claro que as pernas já não são as mesmas e o tempo estva restrito ao último trem para Signa, 23h45, mas se fosse preciso eu voltaria no dia seguinte.






















Ainda que não tenha conseguido registrar todas as obras e atrações pelos ângulos recomendados por especialistas, acho que consegui captar mais do que isso: de perto e junto senti a vibração que envolve a todos que mergulham, sem preconceitos e análises de “historiadores-de-botequim”, em uma época que foi um dos degraus que trouxe a humanidade até aqui.