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quarta-feira, 1 de julho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 38



MODENA – ROVIGO – VENEZA


1 de Julho de 2015



Saí de Modena com o GPS “setado” para Rovigo, afinal era a terra de minha avó e pelo menos uma foto ao lado da placa da cidade eu tinha que tirar. Porém foi mais do que isso. Fiz as fotos, colei um adesivo do “Gato Cansado” na placa e tomei uma generosa dose de “Limoncello” (foi o que deu para arrumar, né).


O Mais engraçado é que falei com o frentista do posto do outro lado da estrada o que iria fazer e ele se emocionou. Falei no nome de minha avó Francesca Bellinello Rosso e ele me disse que tinha vários Bellinellos na cidade. Expliquei então que o sobrenome dela era Rosso, Bellinello era por causa de meu avô. Bem, Rosso eu não conheço, mas temos muitos Rossi, me disse ele, ao mesmo tempo em que me apressava exatamente como minha avó fazia: me empurrando e falando rapidamente: “- via, via, via”... Hahahahahaha. Que saudades daquela velhinha bonachona, e brava quando preciso.


Quando voltei, o frentista estava mais emocionado ainda (acho que ele tomou algo mais forte do que Limoncello), me abraçou e juro que pensei que fosse me beijar. Me dava tapas nas costas e repetia algo como “piu belo, piu belo”. O pessoal que estava abastecendo já sabia da história e me olhava com um sorriso de aprovação. Foi muito legal.
Cumprimentei todos e, depois de mais um abraço no “paisano”, parti para o centro de Rovigo.





Uma graça de cidade, como todas com uma muralha em volta, com pórticos na direção de cada uma das estradas que chegavam na cidade (cinco). Claro que hoje a muralha muitas vezes está escondida por alguma pequena construção que foram agregadas a ela, ou por revestimentos cobrindo o original, etc., mas com um pouco de boa vontade e imaginação você consegue “vê-la”.
Saudades da risada da minha Nona.









Bem, agora era chegar a Lido de Veneza, onde reservei hotel. O que será que o GPS iria me aprontar dessa vez ? Uma surpresa, levou-me certinho à estação do Ferry-Boat, colocando-me praticamente dentro da barca para fazer a travessia.




Lido de Veneza é uma ilha formando uma espécie de “embate” à frente de Veneza protegendo-a do Adriático, com isso a navegação das pequenas lanchas que servem de ônibus pelos inúmeros canais de Veneza é feita sem grandes desconfortos.



Lido de Veneza é muito bonita, com mansões lindas e muito bem cuidadas. A quantidade de bicicletas e scooters impressiona bem como o descumprimento das leis de trânsito. Para visitar Veneza você compra um passe de 24 horas (20 euros) e pode circular por todos os canais utilizando qualquer uma das lanchas/ônibus. Vale a pena, apesar da quantidade de turistas se esbarrando nas ruas, lojas e restaurantes. Faz parte...


A seguir algumas imagens de Veneza.





















terça-feira, 30 de junho de 2015

UM VELHOTE DE MOTO NA EUROPA - 37



RIMINI - MODENA

30 de Junho de 2015

Este foi o roteiro mais fácil de montar: qualquer estrada servia desde que passasse por Maranello. Como? O cavalheiro, ou a madame, não sabe o que tem de especial Maranello ? Sem exagerar nem um pouquinho, eu poderia dizer que em Maranello está o coração da Itália. Naquela pequena cidade se concentra a energia que é capaz de transformar um bloco de ferro no objeto mais desejado por 8 entre 10 pessoas sensatas. Sim, oito porque as outras duas já as compraram. Só para pronunciar o nome seria justo pagar uma taxa. FERRARI.......que som lindo.



Descobrir a localização do museu é o que de mais fácil existe, basta seguir as Ferraris. Isso mesmo: "Siga as Ferraris ". São dezenas de agências em torno do museu colocando modelos de todos os tipos para "test-drive". Não sei muito bem como funciona, só cheguei até a fase de ser expulso da agência. Com meu colete de motoqueiro, capacete na mão e pinta de sub-desenvolvido, nem olharam para minha cara. Retirei-me antes que chamassem a polícia, mas fiz algumas fotos antes. Uma pena, perderam uma venda !










Mas foi isso que aconteceu. Só me restou, como se fosse pouco, entrar no museu e esquecer da vida. Quinze euros muito bem investidos. Filmes mostrando Alberto Ascari, Juan Manuel Fangio, Luigi Musso e muitos outros pilotando aqueles verdadeiros foguetes, sem recursos de freio à disco, pneus com composto especial, controle de tração, telemetria e outras viadagens modernas. Tinha que ser bom de braço mesmo. Na galeria, com os pilotos da Ferrari de todos os tempos, foi com orgulho que vi o grande Chico Landi, autor da primeira vitória na história da Ferrari no Grande Premio de Bari de 1948.











Percorrendo o museu, a gente entende porque o italiano torce pelo carro e não pelo piloto, como ocorre em outros países. A gente entende um "Carabinieri" fazendo a ronda na porta de um restaurante chic, escrever no orvalho do para-brisas de uma Testa Rossa: "Ti amo".












A única equipe que participa do campeonato mundial de Formula 1 desde sua criação. Uma equipe que chegou a construir carros exclusivamente para UMA corrida. A corrida mais louca que existiu sobre a face da terra: a Mille Miglia.






Se você gosta de automobilismo não pode deixar de ler "O capacete verde" de John Cleary. Você vai entender o que era esse evento que reunia a nata do automobilismo mundial. Imperdível.