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domingo, 10 de junho de 2018

AMERICAS TOUR 2018 - 8

CURTINDO AS ESTRADAS DO TENNESSEE...

Alcoa (TN) 10 junho 2018

Acordei com uma baita dor de cabeça que atribuo ao excesso de sol de ontem. Apesar de beber muita água parece que há um deficit hidráulico no organismo. Nada que duas ou três Haineken não resolvam. A lavagem da roupa ficou para outra ocasião, as duas máquinas da espelunca estão quebradas. Amanhã os abutres continuarão sobrevoando a Helô. Claro que para cuecas e meias existe o plano B: tomo banho com elas e deixo penduradas no exaustor do ar condicionado após sopra-las uns dez minutos com o secador de cabelo. No dia seguinte é só vestir.
Como resolvi a correspondência rapidinho e desisti de acessar a conta bancária para não estragar o domingo, sobrou um tempinho. Montei na Helô e fomos dar um rolezinho pelas imediações e fazer algumas fotos. Eu acho essa região de North Carolina e Tennessee uma ótima pedida para quem quer curtir uma ou duas semanas de moto na Terra de Marlboro. Você pode alugar a moto em qualquer cidade aqui em volta e entregar no mesmo local. Existem várias alternativas e o Tail of the Dragon é apenas uma delas. São as chamadas "scenic parkway", ótimas para uma pilotagem de sonho: asfalto perfeito, sinalização fácil, curvas, subidas e descidas, locais para estacionar com segurança e apreciar o visual, enfim tudo aquilo que procuramos.
Rabo do Dragão é mais como uma espécie de ir a Roma e não ver o Papa mas uma ida e volta das 11 milhas é o suficiente e não vale a pena se expor demasiadamente ao risco que é o circuito. Especialmente na alta temporada e fins de semana. Assim foi que hoje dei uma bordejada pela Foothill Parkway cuja entrada fica umas duas milhas antes da entrada para o Dragon. Foi muito gostoso pois os caçadores de patchs estavam todos no Dragon e deixaram a Foothill só para os velhos e assim mesmo em número reduzido.

O sol estava a pleno porém a temperatura agradável visto que estamos em meio a uma floresta. Em muitos trechos você passa por uma espécie de túnel formado pelas copas das árvores, cujos galhos maiores parecem querer se tocar. A sensação térmica é maravilhosa, principalmente quando paramos em um dos inúmeros "overlook".
Encostei a Helô em uma bela sombra, estamos a quase 3.500 pés de altura, o visual magnifíco à nossa frente: no céu algumas nuvens ao longe, abaixo a floresta correndo em direção à cadeia de montanhas no horizonte que nem desconfio qual seja. Isso tudo e mais o bendito silêncio que nos envolve nos dá a medida exata de nossa insignificância. Momento raríssimo e oportuno para entrarmos em vibração com energia que nos envolve. Milagre, chego a imaginar uma pequena vibração no solo, ao mesmo tempo à essa vibração, vindo das profundezas da terra, um rugido que me faz voltar à realidade.....
Filha da puta, u'a moto com ponteiras abertas !
 


















sábado, 9 de junho de 2018

AMERICAS TOUR 2018 - 7

SÃO OS GRANADEIROS DO IMPERADOR DESFILANDO EM TERRAS GRINGAS...

Na realidade também são os Batedores da Polícia do Exército....

Deals Gap (TN) - 9 junho 2018

Este foi para mim um dia histórico. ...
Vestido à caráter, ciente da importância do momento, a Helô lindamente adornada, cruzamos as lendárias 11milhas de asfalto do Tail of the Dragon com garbo, seriedade e elegância, fazendo drapejar os auri-verdes pendões do meu sofrido, machucado, explorado mas nem por isso menos amado Brasil.
Um sonho de criança acalentado desde meus 9 anos de idade quando, em 1952 ao final da parada de 7 setembro, quase fui atropelado por um "batedor" da Policia Especial escoltando o carro do Getúlio Vargas, que fechava o desfile. Lembro de todos os detalhes, inclusive do "Anjo Negro" (Gregório Fortunato), pendurado no para-choque traseiro do carro, guarda-costas que era do Getúlio.

A vida seguiu e só lá pelos meus quase 70 anos resolvi aprender a andar de moto. O problema é que moto de Batedor é Harley Davidson, se não for Harley é estafeta ou entregador de pizza. E em sendo Harley, tem que ser Road King. Eis que a Helô, além de RK é uma Police Model. Só faltava eu decora-la com as cores dos nossos gloriosos Batedores.
Consegui tudo, agora era só cruzar as 11 milhas com cuidado mas com o garbo e elegância dos autênticos Batedores. Acho que consegui.
Esta postagem é uma homenagem à memória do Batedor Sd. Onório falecido esta semana durante uma missão.






AMERICAS TOUR 2018 - 6

FAZENDO AMIGOS NA ESTRADA...

Deals Gap (TN - NC) 9 junho 2018

Hoje aproveitei para ficar de preguiça na cama, lendo notícias de filhos, noras e netas, passando batido pelas do nosso Brasil (eu ainda não tinha tomado o remédio de pressão) e imaginando o que fazer no dia livre de hoje. Nenhum compromisso, um belo sol com temperatura suportável, Helô me olhando com cara de sonsa e, após muito refletir pensei: porque não um bate-volta no Rabo do Dragão ! Sim, claro, como não pensei nisso antes.
Saltei da cama com a agilidade de gato de armazém, banho tipo lava-jato, barba feita e escanhoada (nada é demais para a Helô) um pouco de WD na suvaqueira (alguém disse que é bom), vesti-me à caráter assim como preparei a Helô para a efeméride. Na saída encho o tanque de podium e mato um café aguado com um donuts (perdi o horário do brequifaste do hotel).
O caminho já está tão decorado que nem levo mais o GPS, basta seguir os aviões. Sim, tem uma base aérea aqui em Alcoa, cuja pista deve ser paralela à 129. A perna base passa por cima da minha cama, por isso a diária pela metade do preço. O fato é que basta você acompanhar a direção dos aviões que tudo dá certo.
Quando a 129 se separa da 411 ela sai da cidade e começa a ficar deliciosa. Tendo a Nantahala Forest de um lado e o Fontana Lake, formado pela hidrelétrica de Fontana Dam. Um verdadeiro paraíso antes de entrarmos no infernal carrossel chamado Tail of the Dragon. Porém hoje estávamos à caráter, eu com o imortal camisa 13 de Loco Abreu que me acompanha desde 2014. A Helô, bem a Helô deixarei para quando vierem as fotos e vocês mesmo poderão avaliar, eu sou suspeito.
Considerando tudo isso, mais o esporro que ela me deu ontem, consegui refrear meus mais primitivos instintos e fiz uma condução de desfile. Enquanto uns aloprados, com uma coisa motorizada do tamanho de um vaso sanitário, passavam voando como se estivessem fugindo do cramunhão ou como se  alguém quisesse dar a descarga, eu e a Helô desfilávamos com a elegância própria dos que se sentem superiores. Hoje estávamos nojentos.
Muita gente na estrada, muita gente fazendo merda, gente acidentada, carro de resgate na pista, polícia pra caramba, foi só o tempo de fazer o retorno, no ponto que se convencionou ser a partida e voltarmos.
Claro que dei uma paradinha para conferir a hora (12:28). Isso facilita localizar as fotos nos sites do Killboy e do US129 que devem estar disponíveis amanhã. As fotos são de alta definição e o bom é que podemos escolher as melhores. As de ontem já comprei e devo receber os arquivos digitais amanhã.
Na volta dei uma parada para umas fotos da represa e acabei ficando de papo com um grupo de amigos que me convidou para voltar a subir o Dragão. Não, por hoje chega, o risco está muito alto. Quem sabe 2a. feira....
Passando pelo Dealer da HD em frente ao lago impossível não parar e traçar um hot-dog preparado por um casal muito simpático que morre de rir do meu Inglês, que fingem entender. Tinham mais dois motoqueiros e quando movimentei minha moto uma das luvas caiu. Um deles pegou-a e percebeu que estava rasgada e, na mesma hora, foi no alforge da moto dele e me trouxe um par de luvas de reserva. Não queria aceitar mas ele insistiu muito. Depois ele disse que tem um irmão que vive em São Paulo.
Ficamos ali de papo até a hora de cada um tomar seu rumo. Uma conversa descompromissada, sem nenhum interesse, demos boas risadas e na hora das despedidas montamos em nossas motos e tomamos destinos diferentes.
Muito provavelmente jamais tornaremos a nos ver mas o milagre daquele momento cada um o eternizou à sua maneira. 
Assim é a Estrada, basta estar atento, basta respeita-la














sexta-feira, 8 de junho de 2018

AMERICAS TOUR 2018 - 5

APROVEITANDO UMA VIAGEM CURTA PARA TREINAR...

Bristol (VA) - Alcoa (TN) 8 junho 2018

Resolvidos os problemas legais da Helô sinto-me bem mais leve. Para comemorar isso aproveitei que estamos nas redondezas e decidi pelo Rabo do Dragão (Tail of the Dragon). Para quem não conhece é um trecho de 11 milhas da 129, entre North Carolina e Tennessee com 318 curvas. Mas não são curvas comuns, são curvas em sequência, bem acentuadas, muitas em cotovelo, que não perdoam o menor erro e mal dão tempo do infeliz piloto respirar. Além do que, a estrada, apesar do asfalto perfeito e curvas com inclinação, é estreita e de mão dupla atravessando uma floresta. De um lado um barranco, do outro uma ribanceira sem guard-rails em quase todo o percurso. A única vantagem, que às vezes se transforma numa armadilha é a proibição para caminhões e carretas utilizarem-na. Acontece que muitos caminhoneiros não conhecem a região e vem se guiando pelo GPS que, claro, indica a 129 como caminho mais curto. Pronto, você acabou de conhecer o grande terror dos motociclistas: dar de cara com um monstro desses. E eles não tem como voltar, é impossível manobrar. Imaginem uma carreta tentando voltar na Serra do Rio do Rastro....
Bem, mas isso é papo de maluco e viciados em adrenalina, ou seja: TODOS os motociclistas-motoqueiros (que significa a mesma coisa).
Voltando ao dia de ontem, decisão tomada de pegar o Dragão pelo rabo, começa a procura por hotel no site "HOTELS.COM". Gosto de usar por ser prático e a cada 10 diárias acumuladas recebo uma (o valor da média das 10) gratuita. Inclusive no Brasil. Notei que os preços estavam nas alturas (alta estação e fim de semana). Tentei um hotel que adoro (Two Wheel) com garagem para moto inclusive mas eles só reservam por telefone. Liguei e graças a São
Cypriano as velhotas não atenderam Adivinharam que era um velho brasileiro que fala um idioma parecido com russo. Assim foi que me restou um hotel sem-vergonha em Alcoa, a 30 milhas do Rabo do Dragão (50 dólares a diária com micro-ondas, freezer, hi-fi decente, estacionamento, café da manhã e uma recepcionista de mau com a vida).
Como era um tirinho de nada, cerca de 200 km, dormi até mais tarde e me dei até ao luxo de fazer waffle, naquelas frigideiras acopladas que a gente enche com aquela mistura visgosa que, por mais cuidado que você tenha, lambeca a mão a mesa, pinga na bota....um inferno. Foi legal por não ter ninguém para ver a lambança que fiz e também por me permitir deixar as frigideiras mais uma rodada para o waffle ficar torradinho. Quando abri, um lado do waffle estava da cor do joelho do Pelé, a solução foi colocar aquele tal de Syrup (desconfio que é óleo de cambio da HD).
Depois de toda essa confusão peguei a 81 cheia de caminhões, carros, retas e mais retas mas sem relaxar na pilotagem. Eu ia corrigindo os menores erros de postura. Olhar por sobre o para-brisas e não através dele. Isso me leva a manter a coluna ereta o que facilita a postura das mãos no guidom, com braço fazendo um ângulo de (+ ou -) 45 gráus com o antebraço. As manoplas seguras com firmeza porém sem aperta-las demasiadamente. Os 5 dedos em volta das manoplas e apenas em situações específicas os dedos da mão esquerda "cobrem" a manete da embreagem. O mesmo pode acontecer com a mão direita, onde os dedos indicador e polegar envolvem o acelerador e os três restantes a manete do freio dianteiro (em situaçôes específicas).
Aproveito para exercitar a visão periférica, sem desviar os olhos da estrada à frente, tento identificar o que se passa ao meu redor e acreditem, ajuda muito.
O fato é que a viagem passou muito rápido e quando cheguei ao hotel eram 11 e alguma coisa. O check-in só às 15. O que fazer para preencher o tempo, pensei. A alternativa foi rodar pelas redondezas e isso me levou diretamente para a 129. A região é belíssima e acabei chegando muito perto do Tail of the Dragon. A bagagem toda em cima da moto e eu pensando se valeria pena ou não encarar o desafio. Senti que a Helô não gostou muito da ideia mas fui conversando com ela que iria bem tranquilo, usando uma velocidade adequada à minha idade sem nenhuma presepada. Muito a contragosto ela aquiesceu e lá fomos nós. Eu respirando fundo, com muita tranquilidade, comecei o circuito com umas curvas bem comportadas, a Helô respirando aliviada mas pouco a pouco, o giro vai aumentando, as reduzidas dramáticas levam o giro lá para cima, em níveis de macho. As heróicas acelerações na saidas de curva ajudando a levantar a moto. A adrenalina, acompanhando os giros do motor, nos fazem sentir frio e calor ao mesmo tempo. Um pingo de suor cai na vista e arde mas não há tempo para frescuras, olho no ponto de tangência, um toque sutil no freio traseiro que não deve constar em nenhum manual de pilotagem mas foi São Cypriano quem sugeriu e com ele não discuto e a coisa começou a ficar muito boa. Voltei a ser o Hélio da praia do Flamengo que fazia defesa com mão trocada e vamo que vamo. A Helô puta dentro das calças gritava: "-Esse velho cretino vai dar PT em nós dois.". Até que, quase ao final, um motociclista em sentido contrário vinha fazendo sinal com a mão para eu reduzir. Polícia não é, pensei. Quando é polícia eles batem a mão em cima do capacete. Alguém deve ter caído, conclui ao mesmo tempo que reduzia a velocidade. Logo em seguida me aparecia uma carreta enorme fazendo a curva na contra-mão... O sacana errou o caminho e, ao invés de parar e esperar pela polícia, resolveu seguir em frente de qualquer forma. Nunca vi acontecer isto nas 5 vezes que fiz o Dragão. Mas hoje foi o dia. Cheguei encharcado de suor, louco para beber um litro d'água e contar para vocês. Foi mais um dia que valeu a pena como são todos aqueles em que você presta atenção naquilo que nos cerca. As árvores hoje, por exemplo, estavam dando um show de beleza, o verde estava com uma tonalidade incrível. Acho que a cirurgia de catarata foi um sucesso mesmo.
Grande abraço moçada. Vou ficar três dias por aqui, preciso lavar a roupa e dar um trato na Helô.












quinta-feira, 7 de junho de 2018

AMERICAS TOUR 2018 - 4

CONQUISTANDO AS APPALACHIANS...

Columbia (SC) - Bristol (VA) - 7 junho 2018

Como os amigos sabem, hoje meu objetivo era fazer a inspeção annual da Helô para evitar problemas com a lei. Nada como não precisar de contar "história" para policial, ainda mais em Inglês. O negócio era sair cedo, botar o pé na Estrada, parar o mínimo possível e manter o foco na inspeção. Acordei bem cedo (umas 5:30), olhada na meteorologia, ver o estrago na conta bancária, pagamentos inadiáveis para alegria dos credores, bagagem arrumada na Helô, um café rapidinho na recepção (com aquelas rôscas açucaradas enjoativas. Mas como esta embutido no preço não há o que fazer, comi umas cinco). Era cedo mas o calor já começava a incomodar. Jaqueta de couro nem pensar. Sei que é um risco enorme pilotar de manga de camisa e com capacete aberto, já sofri um acidente assim trajado e sei as consequências. Por outro lado, se me visto de forma adequada, a qualidade da minha pilotagem vai cair muito em função do desgaste físico. Por isso, e não recomendo a ninguém, piloto o mais confortavelmente possível e compenso o risco aumentando minha margem de segurança. Por exemplo, aumento a distancia para o carro da frente, reduzo a velocidade em uns 10 a 15 % da que normalmente estaria utilizando, paradas com mais frequências, além de evitar manobras um pouco mais ousadas (olhar a mulher do próximo, nem pensar). Mas o fato é que começamos a subir o morro e o frio veio substituir aquele calorão infernal. Foi parar, colocar jaqueta, luvas e mandar para escanteio a tal margem coxinha. Meus amigos, o que nós tínhamos pela frente ! Simplesmente três National Forest se interligando e sobre as Montanhas Appalachians: Nantahala, Pisgah e Cherokee Forest. Uma pilotagem que deveria ser feita a caráter. E foi o que fizemos, uma Estrada de sonho, piso perfeito, com 3 (às vezes 4) pistas de rolamento, serpenteando por uma topografia de cartão postal. Meus amigos, foi inesquecível. Aquele friozinho gostoso que fica lutando com o sol para ver qual dos dois vai vencer a disputa. A Helô impecável, até mesmo uns estouros no escapamento quando fechava o punho para ajudar no freio motor. A sacana parecia adivinhar o toque suave da palma da mão indicando o lado do contra-esterço. E ela estava esfuziante, se entregava com tanta confiança ao seu velho motoqueiro que este, como que por encanto, conseguia acompanha-la mesmo nos passos mais ousados. Comecei a me movimentar e ajudar na inclinação quando tinhamos uma sequência de curvas em S. Fomos nos entrosando tanto que foi uma pena chegarmos à Virgínia. O encanto foi quebrado...
E foi assim, bailando e conversando que atravessamos o belo estado da Carolina do Norte e adentramos a cidade de Bristol.
Acontece que na realidade Bristol é uma cidade com metade no Tennesse e metade na Virginia. Torci para a HD estar na Virginia pois assim eu faria a inspeção. Em 2014 deixei um caminhão de dólares com eles quando a Helô teve um problema sério no comando de válvulas.
Por sorte era na Virginia mesmo. Foi muito simples, só colocar a moto na recepção, eles levaram-na para dentro e em meia hora ela já estava do lado de fora com o selo de inspeção. Paguei 12 dólares, peguei o document e me mandei para um hotelzinho bem razoável aqui em Bristol.
Estava revendo algumas fotos e vi uma que fiz no estacionamento do Welcome Center da Carolina do Norte. Deixei GPS, casaco, capacete, moto destrancada sem o menor problema. E não tem flanelinha ! E pensar que já fomos assim também....
Amanhã veremos o que reza o contrato.
Grande abraço a todos e boa noite....