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sexta-feira, 26 de julho de 2013

A MARCHA PARA O OESTE - Colorado Springs 26/07/2013

Colorado Springs - 26 de julho de 2013
 
MAIS UM DESAFIO VENCIDO: TRES CATETERISMOS A 4.300 METROS DE ALTITUDE !
Meus amigos, ontem levei a Helö para uma manutenção básica, enquanto esperava ví um prospecto sobre uma promoção do "dealer": quem fosse até o topo da Pikes Peak Mount...ain pela Highway de mesmo nome, ganharia uma t-shirt comemorativa ao trazer uma foto comprovando o fato. Prorroguei o hotel, acordei mais cedo, banho caprichado, barba feita com o cavanhaque cuidadosamente aparado, uma conversinha de pé de ouvido com a Helö onde confessei a ela que tinha dúvidas apenas em relação a mim, afinal são 14.200 pés, mas se eu sentisse que iria complicar voltaria imediatamente. Desjejum na base de frutas e muito líquido, um calor brabíssimo, na entrada da estrada o pedágio em obras formava um engarrafamento de uns 40 minutos. Um alívio quando passei o pedágio que teve a vantagem de soltar carros e motos a conta-gotas já que é impossível ultrapassar: velocidade máxima baixas, curvas o tempo todo e os Rangers dando dura nos engraçadinhos (vi 2 levando o talãozinho). A estrada tem uma vista espetacular mas requer um cuidado muito grande. Quem tem cagaço de altura, como eu, não deve olhar para baixo, é florida ! Coloquei o GPS na modalidade em que ia controlando a altura e quando cheguei aos 4.000 metros parei para colocar o casaco de couro, a temperatura caiu de 38 para 12 gráus. Mas valeu a pena, a vista, o ar rarefeito, a friagem, as nuvens nos envolvendo em muitos momentos, a Helö firme e forte sem sentir os efeitos do ar rarefeito (bendita injeção com módulo eletronico) e principalmente a sensação de estarmos mais próximos do Criador e daqueles que nos antecederam junto a ELE.

Foto: MAIS UM DESAFIO VENCIDO: TRES CATETERISMOS  A 4.300 METROS DE ALTITUDE !
Meus amigos, ontem levei a Helö para uma manutenção básica, enquanto esperava ví um prospecto sobre uma promoção do "dealer": quem fosse até o topo da Pikes Peak Mountain pela Highway de mesmo nome, ganharia uma t-shirt comemorativa ao trazer uma foto comprovando o fato. Prorroguei o hotel, acordei mais cedo, banho caprichado, barba feita com o cavanhaque cuidadosamente aparado, uma conversinha de pé de ouvido com a Helö onde confessei a ela que tinha dúvidas apenas em relação a mim, afinal são 14.200 pés, mas se eu sentisse que iria complicar voltaria imediatamente. Desjejum na base de frutas e muito líquido, um calor brabíssimo, na entrada da estrada o pedágio em obras formava um engarrafamento de uns 40 minutos. Um alívio quando passei o pedágio que teve a vantagem de soltar carros e motos a conta-gotas já que é impossível ultrapassar: velocidade máxima baixas, curvas o tempo todo e os Rangers dando dura nos engraçadinhos (vi 2 levando o talãozinho). A estrada tem uma vista espetacular mas requer um cuidado muito grande. Quem tem cagaço de altura, como eu, não deve olhar para baixo, é florida ! Coloquei o GPS na modalidade em que ia controlando a altura e quando cheguei aos 4.000 metros parei para colocar o casaco de couro, a temperatura caiu de 38 para 12 gráus. Mas valeu a pena, a vista, o ar rarefeito, a friagem, as nuvens nos envolvendo em muitos momentos, a Helö firme e forte sem sentir os efeitos do ar rarefeito (bendita injeção com módulo eletronico) e principalmente a sensação de estarmos mais próximos do Criador e daqueles que nos antecederam junto a ELE.


 

ESSA ESTRELA SOLITÁRIA E SUAS HISTÓRIAS.
Eu estava tentando tirar uma foto para levar no dealer da Harley e pegar a tal camisa mas tinha um bando de turistas que vem na porra de um trenzinho e que despeja aquele bando para tirar foto junt...o ao marco dos 14.115 pés. Como não acabava aquela ida e vinda eu apelei, usei a pose do ano passado em Niagara Falls, foi tiro e queda. Saiu todo mundo de perto achando que era mais um motoqueiro malvadão cheio de "maga rosa" na cabeça. Só quando desfraldei o glorioso pavilhão é que uma família se aproximou e me perguntou de onde eu era. Pronto, pensei, mais um grupo de gringos será cativado pela palavra mágica: "- Brasileiro". E não foi só isso, quiseram saber de toda minha aventura e o que tinha me trazido até alí. Quando falei que eu tinha uma estrela, solitária mas uma belíssima estrela, e que essa estrela sempre me indicava o caminho eles não acreditaram. "-É essa estrela que está no pavilhão ? " perguntaram. Respondi afirmativamente. "- E esse pavilhão é abençoado ? ", insitiram. Claro que sim, respondi. E eles de novo: " - Pelo Papa ?". Dei a volta por cima e mandei: "- Muito melhor, pelos onze apóstolos". E os caras não desistiam: "- Mas não eram doze ?". Nesse ponto já de saco cheio dei a cartada final: "- Eram doze mas um era traidor e mandamos embora e ficaram Jefferson, Lucas, Bolivar, Doria, Julio Cesar, Marcelo Mattos, Gabriel, Lodeiro, Rafael Marques, Elias e Seedorf, sendo que este último opera milagres quartas e domingos e, vez por outra, a título de penitencia carrega os outros dez nas costas !" . Depois disso eles ficaram impressionados e pediram para segurar o Glorioso e abençoado pavilhão. Não tive como recusar, ainda mais que me ofereceram o lugar de honra na foto, entre a mãe e a filha.
Coisas de motociclistas, coisas de botafoguenses
!


 O CICLISTA ME SACANEOU - Dei uma paradinha, a 4.000 metros de altitude, sentei para beber água e apreciar a estrada quando ouço uma voz atrás de mim perguntando se preciso de ajuda. Tomei um susto pois não ouvi barulho de motor e quando olho é um ciclista. O aloprado, depois descobri que são vários, vinha subindo aquela goiaba no pedal ! Falei que estava tudo bem e quando falei que era brasileir...o, como invariavelmente acontece, a conversa tornou-se muito mais amistosa pois a verdade é que os gringos adoram o nosso país. O cara pedala há 50 anos e nunca ficou um período maior do que 30 dias sem pedalar. O cara tem 63 anos e eu, que estava me achando, fiquei com inveja daquela disposição. Uma inveja boa, daquelas que nos levam a tentar procurar fazer igual ou pelo menos chegar perto. E como sempre ocorre, nestes encontros nas estradas da vida, certamente jamais nos veremos mas ficará para sempre o momento da mais pura e desinteressada fraternidade. Talvez por que estivessemos tão alto. Talvez por que ELE estivesse nos olhando.








 
 


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