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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pilotagem - Levantando a moto

Após uma queda


Antes de iniciar os procedimentos para levantar a moto, aproveite a queda de sua motocicleta para testar alguns itens: em primeiro lugar se o sensor de queda está funcionando. Isto significa o desligamento automático do motor caso estivesse funcionando antes da queda. Em seguida gire a roda dianteira para verificar possíveis folgas nos rolamentos do eixo dianteiro.



PROCEDIMENTOS
1)    Coloque o interruptor Run/Stop (corta corrente)  na posição “Stop” .

2)    Desligue a chave de ignição.

3)    Engrene uma marcha no cambio (foto). Isto para assegurar que a moto não vai se mover caso o terreno tenha algum desnível.


4)    Abra o descanso (foto ).


5)    Apoie a bunda no banco, com os pés no chão mantendo as pernas paralelas. Puxe o guidon totalmente para você segurando-o firmemente. Com a outra mão segure o mata-cachorro traseiro. Ao mesmo tempo que você caminha para trás erga os ombros ajudando a puxar o guidon e o mata-cachorro traseiro para cima. (Foto)

   
6)    Deixe a moto cair para o lado oposto já que o descanso estará aberto.
  
7)    Antes de ligar o motor ligar e desligar a chave de ignição para “resetar” o código de queda que aparece no painel.



8) Se a queda for para o lado esquerdo, quando a moto estiver na vertical gire o corpo e apoie o lado externo da coxa na moto ao mesmo tempo em que as mãos seguram o guidom possibilitando a abertura do descanso com o pé. Caso não seja possível, derrube-a para o lado direito e volte para o ítem 1. 






Hélio Rodrigues Silva 28/12/2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pilotagem - Saidas e Paradas

Saidas com a moto


Uma das maiores dificuldades quando nos deparamos com motos grandes e pesadas é manobra-las em baixa velocidade o que, aliás, explica a grande incidência de quedas destas motos nas baixas velocidades. A culpa não é do peso nem do tamanho das máquinas mas sim do piloto que não domina a técnica de manobras em baixas velocidades, tanto nas grandes como nas motocicletas de pequeno porte. Claro que nossos talentosos pilotos ficarão ofendidos  pois jamais tiveram problemas em dominar as máquinas pequenas, e é aí que reside o X da questão, eles pensam que dominam as pequenas. Na realidade, as máquinas pequenas, em função de seu peso reduzido, a tudo perdoam mascarando o problema. São anos e anos de pilotagem errada, sem o menor critério, repetindo erros que se transformarão em vícios, difíceis de  tirar e jamais perdoados quando em motos grandes. Nesse momento, ao cair ou derrubar a moto, o “bonitão” vai colocar a culpa nessas motocicletas pesadonas e temperamentais que não os entendem. Este é o momento da grande decisão: deixar a arrogância de lado e, muito mais do que humildade, ter a inteligência de procurar auxílio e aprender a dominar a máquina.


O primeiro passo para manter o controle em manobras de baixa velocidade é aprender a sair e parar com a moto o que, na realidade, não é difícil desde que hábitos e vícios nocivos sejam abandonados. A sequencia de ligação do motor deve ser observada como manda o manual.

O piloto deve estar sentado olhando em frente e com os dois pés no solo, com o descanso recolhido.  

A primeira marcha deve ser engatada com a manete da embreagem permanecendo totalmente pressionada e o pé esquerdo apoiado no solo, mantendo o equilíbrio da moto.


O pé direito na plataforma com a ponta da bota pressionando o pedal do freio traseiro.




Nunca use a "tecnica" de "dois dedinhos no freio dianteiro"  e sair com os dois pés arrastando no chão, como se fossem patins, além de ser deselegante é o melhor caminho para jogar sua moto ao chão e pagar mais um daqueles inesquecíveis "micos".




Após certificar-se que o caminho desejado está livre, mantenha o pedal de freio pressionado, aumente a rotação do motor um pouco acima da marcha lenta, solte a manete da embreagem até o ponto em que a moto tenta se mover e, neste momento, alivie a pressão no freio traseiro mas mantendo o pé no pedal, e tome a direção desejada.  A moto vai se movimentar totalmente sob seu controle e voce poderá colocar imediatamente o pé esquerdo na plataforma. Se precisar parar é só pressionar o pé direito e colocar o pé esquerdo no chão. Caso seja necessária uma redução ou aumento de velocidade faça-o pressionando ou aliviando o freio traseiro. A partir de 30 km/h retire o pé do pedal do freio traseiro. 
 




Jamais use o freio dianteiro em manobras em baixas velocidades (abaixo de 20 km/h). Apenas o freio traseiro deve ser usado nestas condições. Só use o freio dianteiro, em baixas velocidades nas emergências que requeiram parada imediata da moto, com a direção RETA e SEM inclinação, do contrário você jogará a moto no chão.
 





Outro ponto fundamental é o olhar. A moto vai para onde você olha, é automatico. Lembre-se de olhar para onde você quer ir, gire a cabeça para aquela direção e tudo ficará mais fácil.






Algumas pessoas resolvem o desafio da saída colocando os dois pés no chão, acelerando a moto, sem usar o freio traseiro, soltam a embreagem rápidamente para a moto ganhar velocidade e equilíbrio e eles colocarem os pés na pedaleira. Isso é TOTALMENTE ERRADO e pode levar a situações como a experimentado pelo nosso amigo do filmete abaixo.
Como se não bastasse sair sem o pé no freio traseiro ele ainda coloca os pés naqueles pedais  avançados que são adaptados ao mata-cachorro ao estilo "Easy rider" !
Confiram !

     www.youtube.com/watch?v=Nd68WjDIBqk



Paradas com a moto

Importante observar que estamos falando de paradas programadas e não as de emergencia, objeto que foram de outra postagem.
O procedimento a ser observado nas paradas programadas é o inverso do de saida com a moto. Você pode estar em velocidades altas, vai reduzindo as marchas utilizando o cambio e o freio dianteiro e quando a velocidade cair abaixo dos 30 km/h passe a utilizar o freio traseiro. Isso permitirá que você pare com inteira segurança, com a primeira marcha já engatada, o pé direito pressionando o pedal do freio, o pé esquerdo no chão equilibrando a moto e você olhando em frente pronto para outra saida ou para estacionar a moto definitivamente.

Hélio Rodrigues Silva  19/12/2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pilotagem - Frenagens de emergência

Frenagens de Emergência
(Motos sem ABS)


Esta é uma situação que deve receber a mais alta prioridade em termos de ensinamento e prática, aliás deve ser a primeira lição antes mesmo de se iniciarem os treinos práticos.
Muito mais difícil do que disparar com uma motocicleta é para-la utilizando o espaço disponível entre a moto e o obstáculo, principalmente quando esse obstáculo surge de surpresa.

Alguns pontos devem ficar bem claros:

1)    O freio mais eficiente e responsável por parar a moto é o freio dianteiro.
2)    A manete do freio dianteiro deve ser espremida com os 4 dedos da mão de forma constante e não na base golpes e socos SEMPRE com a moto sem inclinação e com a direção reta.
3)    Caso a roda dianteira bloqueie, alivie a pressão na manete e rápidamente volte a pressiona-la tantas vezes quantas se fizerem necessárias até a parada total da moto. Esse procedimento simula o efeito do ABS (Anti Block System) que evita o bloqueio da roda.
4)    O freio traseiro deve ser usada nas baixas velocidades que, em conjunto com o uso do acelerador e da embreagem, permite manobras em baixa velocidade sem perda do controle da moto.
5)    Caso o freio traseiro bloqueie a roda, mante-lo pressionado não permitindo que a roda traseira volte a girar, pois se isto acontecer  ela tentará se alinhar e a traseira da moto será jogada de um lado para outro catapultando o piloto da moto.
6)    Manter o olhar em seu objetivo (o ponto para onde você quer que a moto vá). Jamais desvie o olhar de seu objetivo pois a moto vai para onde você olha !

Como vimos, existem pontos que devem ser considerados quando uma frenagem de emergência se fizer necessária. Antes de mais nada tente mentalizar que acima de uma determinada velocidade (30 Km/h) o freio a ser utilizado é o dianteiro. Para isso, ao atingir esta velocidade fale com você mesmo: “-Freio da frente !”, “-Freio da frente !”, “-Freio da frente !”, até que, se possível,  fique registrado em seu subconsciente.
Habitue-se a andar com os dedos (todos) na manopla do acelerador, o uso de dois dedos na manete do freio só se justifica nas provas de motovelocidade quando, ao mesmo tempo em que freia, o piloto mantém o giro do motor nas alturas. Frear com dois dedos apenas, além da perda de eficiência no espremer a manete, pode causar esmagamento dos dedos que ficam entre a manopla do acelerador e a parte traseira da manete do freio.
Ao se deparar com um obstáculo imprevisto e tendo decidido pela frenagem, esprema a manete do freio dianteiro com firmeza, mantendo o olhar em frente. Caso a roda dianteira ameace bloquear (o pneu começa a “cantar”), alivie a pressão e rápidamente volte a pressionar a manete do freio dianteiro, repita se for necessário. 
Embora existam autores que recomendem a utilização do freio traseiro em conjunto com o dianteiro, inicialmente preferimos utilizar apenas o freio dianteiro em frenagens de emergência pois se a a roda traseira bloquear, o que tende a ocorrer quando pressionamos fortemente o freio dianteiro e o peso da moto se desloca para o eixo dianteiro reduzindo a aderência do pneu traseiro com o solo, a moto derrapará agravando o problema do piloto, que terá de manter o pedal pressionado sob pena de ser cuspido da moto caso alivie essa pressão (estamos falando de velocidades médias e altas).  Mais grave ainda será o bloqueio de ambas as rodas, pois o freio dianteiro terá que ser aliviado e o traseiro continuar pressionado, exigindo que comandos antagônicos sejam rápidamente executados por um piloto sob uma intensa pressão mental. Nestes casos é preferível, e muito mais seguro, adotar apenas o freio dianteiro. Somente após muito treino e alcançado o domínio total da técnica deve ser utilizado o freio traseiro em conjunto com o dianteiro em uma frenagem de emergência.

Antes de mais nada deve ser considerado que estamos falando de motos "Custom", pesadas, cujo habitat são as estradas asfaltadas. Também estamos falando de frenagens de emergência e não das frenagens normais onde são usados os dois freios, com uma pressão maior no mais eficiente, o dianteiro (a unica diferença é que freio com os 4 dedos sempre). Quando falo em usar apenas o freio dianteiro em frenagens de emergencia e só após ganhar experiencia utilizar os dois simultaneamente, é devido a grande possibilidade de travamento da roda traseira, com suas consequências, por pilotos inexperientes.  A utilização de um freio apenas, desde que seja o dianteiro, em frenagens de emergencia reduz em muito pouco a capacidade de frenagem da moto, haja visto que ao ser aplicado o freio dianteiro o peso da moto recai quase que totalmente na roda da frente, em alguns casos (dependendo da velocidade) a roda traseira mal toca o solo. 

A única vez em que travei a roda traseira, estava devagar (cêrca de 30 Km/h) a traseira teve uma leve derrapagem e só não cai porque a velocidade estava muito baixa e deu para colocar os pés no chão (como patins).  Dependendo da velocidade em que se esteja, o bloqueio da roda traseira leva a moto a uma derrapagem onde pilotos profissionais preferem manter o bloqueio para "cairem técnicamente" do que correr o risco de ser cuspido de uma moto corcoveando

Em relação à frenagens de emergencia, não estou sózinho quando sugiro que apenas pilotos experientes utilizem o freio traseiro neste tipo de frenagem: 

Em uma manobra de frenagem de pânico ou em velocidade de corrida, quase qualquer controle te ajudará mais do que um freio traseiro travado. Usar o botão do farol alto ou a alavanca do afogador te causaria menos prejuízo. Na frente é onde estão o peso e a força de parada – não atrás. “TWIST OF THE WRIST”  Keith Code.

Exercícios práticos de frenagens de emergência devem ser realizados em locais adequados e, se possível, sob supervisão/orientação de instrutor com experiência no tema.


O video abaixo mostra uma frenagem de emergencia com ambas as rodas bloqueadas de uma moto sem ABS e outra com ABS.

http://www.youtube.com/watch?v=MVSjoyE7nsk&feature=PlayList&p=4F5E8C386279CB0A&playnext_from=PL&playnext=1&index=9


Hélio Rodrigues Silva  11/06/2010

Pilotagem - Curvas e Frenagens

Um grande problema que enfrentamos é que poucos de nós (muito poucos mesmo) treinam regularmente frenagens de emergencia e controle da moto em curvas (tanto de alta como de baixa velocidade).


Nas curvas, você tem que entrar com o motor cheio para utiliza-lo como freio se necessário, jamais usando os freios dianteiro ou traseiro. Basta fechar a manete de aceleração que a moto reduzirá e inclinará ainda mais, ajudando na curva. É muito mais seguro entrar em uma curva desconhecida reduzindo para uma marcha mais baixa, com motor "esgoelando", do que entrar "solto" em uma marcha alta.
Outra providencia em curvas mais rápidas é transferir o centro de gravidade para o mais próximo do solo, para isso basta deixar de preguiça e passar o peso do corpo para a pedaleira/plataforma do lado interno da curva aliviando a bunda no banco. Nas tourings isso é um santo remédio para acabar com as pequenas reboladas.


Fundamental é você olhar para ONDE QUER ir e não para ONDE NÃO QUER ir. O primeiro é a SOLUÇÃO, o segundo é o PROBLEMA. Olhe sempre para a SOLUÇÃO, jamais para o PROBLEMA. É impressionante como instintivamente giramos o guidon para onde estamos olhando, só após muito treino e muita prática nos desvencilhamos deste automatismo. É muito comum não conseguirmos fazer um contorno em uma rua por termos fixado nosso olhar no meio-fio (guia), assim como sairmos da estrada por ficarmos olhando para o acostamento se aproximando. Você vai para onde você olha !


Existe uma forma de fazer uma frenagem de emergencia em uma curva utilizando o freio dianteiro no seu limite. Além de exigir muito treino é fundamental a negociação da entrada da curva. Sempre que possível, visualizar o ponto de tangência da curva e fazer a entrada no lado oposto ao mesmo. Isto é, se o ponto de tangência está à sua esquerda você faz a entrada de curva no limite à direita e vice-versa. Se você perceber que a velocidade está muito além do permitido pela curva e não tiver condições de usar o freio motor, retire a inclinação da moto, colocando-a em pé e aplique o freio dianteiro com vontade sem deixar a roda bloquear. Isso parece difícil, e é, mas lembre-se que se a negociação da curva foi bem feita a perpendicular que vai do ponto de tangencia até o limite do ponto de saída lhe proporciona alguns bons metros que podem ser a diferença entre cair ou retomar a curva, agora em velocidade mais baixa.


Nada disso é útil se não treinarmos, se não praticarmos regularmente. Vale a pena estabelecer um programa de treinamento com colegas, escolher um local seguro, levar uma trena, fazer marcações e começar treinando frenagens de emergencia, primeiro a 40 km/h, depois a 60 km/h e assim sucessivamente. Garanto que muitos de nós ainda não vimos o pneu dianteiro de nossas motos bloquearem. É melhor descobrir em treinamentos e saber como proceder do que numa situação real.


Hélio Rodrigues Silva   21/06/2010

domingo, 24 de outubro de 2010

Historic Route 66 -12




















 




Los Angeles, 24 outubro 2010


Grandes parceiros de viagem,

agora acabou mesmo, mas devo dizer que em grande estilo, afinal consegui a cereja do bolo.
O negócio foi o seguinte, a Delta fez uma baita confusão com minha passagem de volta (acho que era um tal de overbuque ou noutebuque, coisas do genero). O fato é que fiquei mais um dia do que o planejado. Como já tinha devolvido a moto fiquei fuçando a Internet e eis que, bingo, havia um curso "Ride Like a Pro" em Los Angeles no dia 24 (hoje). Entrei em contato torcendo para ter uma vaga e finalmente fui avisado que estava inscrito numa turma extra (4 alunos) pela manhã. Comprei um capacete, aluguei a moto da escola (uma Kawasaki 1000 Police prá lá de baleada) e 7 da matina estava no pátio do St. Bernard High School aqui ao lado do aeroporto (onde também está meu hotel). O curso foi no nível básico e eu já havia sido apresentado a todos os exercícios pelo Cyro. De qualquer forma foi altamente proveitoso pois alguns conceitos foram colocados em discussão. Alguns truques foram aprendidos, outros conceitos foram solidificados, alguns colocados em cheque (não tenho a cabeça fechada para ensinamentos, eu quero é mais). E  uma experiencia fantástica pois no grupo havia duas pessoas com perfís totalmente diversos: uma moça, iniciando no motociclismo e um veterano cheio de tatuagens, com uma Electra personalizada e motor mexido linda, com 30 anos de prática. Pois bem, um dos primeiros exercicios é aprender a parar com a moto corretamente  (não em velocidade, devagar mesmo) , a moça caiu com a moto 3 vezes. Ela chegou a chorar e a querer desistir do curso mas o Markz (instrutor) e todos nós demos força para ela continuar e assim foi feito. Na medida em que os exercícios iam ganhando um gráu de dificuldade maior ela ia conseguindo supera-los e o cidadão da Electra, ao contrário,  não conseguia fazer nenhum deles. No final, ficou patente que pessoas com vicios de pilotagem tem uma enorme dificuldade de perde-los, e de aceitar novos ensinamentos,  comprometendo seu desempenho. Os iniciantes, ao contrário, absorvem ensinamentos com mais facilidade, ja que não sofrem o desconforto da mudança e acabam, rapidamente, apresentando uma pilotagem mais consistente e segura.

O site do Markz Paz  é    www.ridelikeaprowestcoast.com

Abração a todos e até depois de amanhã (se o vôo da Delta chegar onde deve chegar. Se parar em São Paulo vou pro Photo e acabo com o resto dos dolares)

P.S.: Ah, ia me esquecendo (ou escondendo) também virei uma vaca no curso sem maiores consequências, hehehehehe.

Helio

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Historic Route 66 -11


 











Los Angeles, 20 outubro 2010


Grandes e virtuais companheiros de viagem,

nestas terça-feira a viagem chegou ao fim com a devoluçao da Camila, integra e sem um arranhão, apenas com 1.950 milhas a mais em seu curriculum.
A ultima etapa, de San Bernardino a Los Angeles,  feita em clima de despedida, teve como destaque apenas a visita a loja Chaparral que deve ser uma das maiores do mundo. A espelunca ocupa um quarteirão (ou quadra, ou bloco, ou sei la o que). Eles, apesar de trabalharem com todas as marcas, não tinham uma Harley sequer no salão de vendas e olha que se procurasse bem acho que encontraria até uma Dafrinha maneira. De qualquer modo a loja é animal e coloco algumas fotos que dão ideia do tamanho da goiaba.
Cheguei a Los Angeles debaixo de chuva, o pessoal do hotel veio me receber na maior alegria: era a volta, não do filho mas do avô pródigo. Eu,  já emocionado com a conversa que vinha travando com a Camila, ao deparar-me com as caras conhecidas e a alegria que só os latinos conseguem demonstrar (são mexicanos) quase desabo de cima da Camila. Foi do K7 e ficou marcado eternamente.
Meus amigos, valeu a pena. Valeu o desgaste físico. Valeu cada centavo investido. Valeu ate mesmo a dor da separação que, em determinados e especiais momentos, se fez presente. Muitas foram as vezes em que me lembrei de vocês, podem acreditar, das polemicas aos rolezinhos, do meu sobrinho-neto Mariola curtindo o Jipão, dos colegas de FHD que só conheço virtualmente e de tantas outras coisas que acontecem por aqui. De qualquer forma, tentei representa-los à altura e, se me permitem, uma breve retrospectiva: dois desertos conquistados, Mojave e Nevada; o Vale da Morte atravessado; o prejuizo de apenas 5 dólares em Las Vegas; o Zion National Parque encaçapado; o Grand Canyon incorporado ao patrimonio do FHD; a Historic Route 66 desbravada; o Bagdad Cafe decorado com a camisa do Gato Cansado e outros eventos menores tais como a luta com o chefe "Nine Fingers". Tudo isso, creio que voces concordarão, me permitem dizer:  Não está de todo mal para um velho !

Apenas mais uma observação: No dia do meu aniversario (13/10), entrei no Orkut  que sempre tem umas frases do dia safadinhas. A daquele dia, tenho certeza, foi soprada por alguem que esta em outro plano: "ESTUDE COMO SE FOSSE VIVER ETERNAMENTE E VIVA COMO SE FOSSE MORRER AMANHÃ"

Abração e muito obrigado a todos pela energia positiva,

Helio

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Historic Route 66 -10







San Bernardino, 18 outubro 2010

Grande Moçada,

A epopéia esta chegando ao fim, hoje (domingo) fiz a penultima etapa da viagem, a que vai de Barstow a San Bernardino. Embora seja uma etapa curta e sem maiores problemas foi onde passei o maior sufoco de toda a viagem.
Antes de encarar a estrada propriamente dita, mais uma dose de Rota 66 para conhecer o Bagdad Cafe. Aqui pra nós, é mais nome do que outra coisa, os pés sujos de Cabo Frio dão um banho, mas fazer o que ?  Já que eu estava por ali mesmo não custava nada. O gerente ficou logo meu chapa, com um rabinho de cavalo safado e um eterno palito na boca não queria porra nenhuma com o batente. O sanduiche e o suco desceram meio atravessados. Lá pelas tantas, o gerente pediu-me uma camisa para pendurar na parede. Nao me fiz de rogado, em homenagem ao ambiente peguei a mais suja (já tinha usado até para enxugar a moto) e só fiz uma exigência: que fosse pendurada no local mais proximo de onde as "primas" se exibiam.
"-Next the piano, next the piano !" gritou o desinfeliz. E assim foi feito.  Aproveitei e sapequei um decalque na entrada do Bagdad Cafe. Vejam as fotos.
Saindo de lá peguei a estrada rumo a San Bernardino. Depois de andar umas 20 milhas descobri que estava sem gasolina. Esqueci de abastecer ! Aqueles raios daquelas estradas não tem estação de serviço. Comecei a ficar apavorado pois uma violenta cólica era o prenuncio de um tsunami de.....bem, voces sabem do que. Sem gasolina e com dores semelhantes às do parto (deve ser assim) eu comecei a suar frio e resolvi entrar numa estrada vicinal pois ao longe vira um monte de caminhões parados. A  estrada era de terra mas voei ate lá. Surpresa, era um depósito de caminhões do WalMart fechado, pois era domingo. Olho em volto,  a região desertica não proporcionava nenhuma proteção. Havia umas moitas mixurucas que não davam para esconder nada mas imbuido de uma coragem que só ataca os desesperados, peguei mais uma camisa velha e andando (com as pernas juntas) fui para tras de uma moita daquelas e fiz o serviço. Oh alivio ! Depois daquilo, tudo clareou. Parei em um rancho e uma senhora informou-me que duas milhas a frente havia uma tal de "gas station". Enchi o tanque da Camila e mandei-me para San Bernardino. O problema é que nessa confusão toda perdi muito tempo e peguei um transito de volta pesado, debaixo de chuva e nevoeiro.
Foi estressante mas sobrevivi.

Abração,

Helio,

domingo, 17 de outubro de 2010

Historic Route 66 - 9







Barstow, 17 outubro 2010

Grande Moçada,

hoje encarei a Historic Route 66 de frente. Sai de Kingman e vim para Barstow, sempre que possivel, viajando pela legitima 66. Em alguns trechos ela desaparece engolida pala moderna (em relacao a ela) "I 40" mas para quem quer e gosta nao é dificil achar a legitima. Se ontem eu elogiei o asfalto hoje peguei uns trechos que lembravam muito nossos estradas. A Camila sofreu. Tirei fotos ótimas, uma delas do Rick, figura famosa na 66, dono de uma estação de serviço (gasolina, cafe e motel) em Amboy. O cara é fechadão mas acabamos amigos, ele deixou-se até fotografar fazendo questão de exibir o Colt 45 militar pendurado na cintura. Segundo ele, por causa dos indios...
Um outro assunto que foi levantado pela platéia é que eu pareço só ter uma camisa pois em todas as fotos estou com ela. Eu explico, eu explico, é que antes de viajar eu bolei uma logomarca e mandei fazer 25 camisas com a dita cuja na frente e o nome do patrocinador nas costas. Uso umas duas vezes e quando sou bem atendido em um posto de gasolina ou algo parecido, dou a camisa para o cidadão avisando que precisa de uma lavadinha. Como cada camisa ficou na base de 9 reais, sai mais em conta do que lavar na gringolandia. Fiz tambem cem adesivos pequenos com o logo, que colo nas costas das placas por onde passo. Mania que trago dos tempos de Ushuaia.

Por hoje é só, amanhã vou ver se descubro o tal de Bagdad Cafe (eu preferia o Photo, mas...)

Hélio

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Historic Route 66 - 8


   







Kingman, 15 outubro 2010

Grande Moçada,

hoje vim para Kingman em grande estilo, pela velha e histórica Route 66. A maioria do pessoal tira foto ao lado da placa ou aquela tradicional pintada no chão e acaba indo pela I-40 West. Não é o meu caso, afinal era um encontro esperadissimo e eu jamais faria essa descortezia com uma velha dama. Valeu a pena, a estrada em alguns pontos não tem acostamento mas a visibilidade é excelente e o asfalto irrepreensivel. A  velocidade máxima na maioria dos trechos é de 75 milhas/hora. Tive meu momento de glória quando vi uma composição de carga vindo em sentido contrário (os trilhos correm paralelo à 66 a uns 200 metros de distancia). Quando a locomotiva se aproximou, na realidade eram 3 locomotivas, não sei por que achei de acenar que nem um louco para elas, talvez recordando minha infancia no interior de Minas. Após acenar, rindo comigo mesmo da infantilidade, eis que o maquinista retribui com um apito daqueles que nos fazem voltar no tempo. Não tenho vergonha de confessar que tive alguma dificuldade de enxergar a estrada à frente. Coisas de criança que não quer envelhecer mas não consegue segurar a emoção. Bem feito.

Abração e mais algumas fotos de hoje. Reparem na última, a que ponto chega o desrespeito com uma HD.


Helio

Historic Route 66 - 7

 


 









Williams, 15 outubro 2010


Grande ALLzaço,

algumas fotos de ontem no Grand Canyon, no museu aeronautico e no de automoveis. Reparem que a penúltima foto é de uma Honda utilizada na operação Tempestade no Deserto no Iraque.
Tinha uma sacana de uma aguia que acabou fazendo uma gracinha comigo...

Hélio

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Historic Route 66 - 6

 


 













Flagstaff, 14 outubro 2010


Grande ALLzaço,

a tal de Rota 66 tá no "papo",

hoje aconteceu o encontro do século: "The Mother Road" and "The Crazy Father in Low". Meus amigos o Museu aqui em Flagstaff mantem o clima dos anos 30 e 40. Acho que até a poeira foi preservada. Vesti o uniforme de gala para adentrar o recinto.

Abração,

"Loco" Helio