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domingo, 1 de setembro de 2013

O CAMINHO DE VOLTA - Forth Smith - El Dorado

Forth Smith (AR)     -      El Dorado (AR)           1 de setembro de 2013
 
Hoje acordei bem cedo, não eram 6 horas. Barba, etc, banho, arrumar bagagem na moto, desjejum meia boca do hotel, checkout (só entregar as chaves) monto na Helö e saio lépido e fagueiro para aproveitar enquanto a temperatura está baixa. Vou seguindo as indicações do GPS para sair da cidade, sempre desconfiado da honestidade daquela modernidade quando de repente começo a sentir um frio estranho na cabeça. Assustei-me, nunca tinha ocorrido isso antes. O que será ?  Será o tal do AVC ?  Comecei a formar frases em voz alta e quando parei num sinal de transito levantei os dois braços e forcei uma risada (lí uma vez que se voce não conseguir fazer um dos tres voces está, com licença da palavra, fodido). O motorista do carro ao meu lado arregalou os olhos, baixou um pouco o vidro e perguntou-me: "- Are You ok ?", não sabendo o que responder mandei lá: "I hope so". Neste momento vi minha cara de bunda no vidro do carro dele e notei que estava SEM O CAPACETE !  Esquecí o capacete no hotel !  Agradeci muito ao cara, ainda dei-lhe uma fechada para fazer a conversão para voltar ao hotel. Resultado que perdi uns 20 minutos. Mas deu para tirar a diferença pois, além de ser cedo, a estrada estava vazia e deu para apertar o passo. Em 2 horas rodei quase 150 milhas com apenas uma parada rápida para abastecer. Quando começou a esquentar eu fugi da Highway e peguei uma estrada secundária, passando por uma reserva de floresta natural que além de ter um visual muito bonito, não tinha quase transito. Parei inúmeras vezes para fazer fotos mas ao chegar ao hotel descobri que a camera estava na posição filmar. Perdí fotos sensacionais mas hoje foi dia das lambanças: primeiro o capacete, agora as fotos.
Cheguei a El Dorado cedo e aproveitei para descarregar as coisas no hotel e sair para almoçar. Passei por um local enorme com um monte de casas igualzinhas e ao chegar mais perto percebí que era uma fábrica de casas.

 
Os caras fabricam as casas em cima de uma espécie de chassis, com engate para reboque, feixes de molas, pneus e o escambáu. Voce compra a casa e eles levam-na até voce. Coisa de gringo mesmo.

 
Fiquei alí olhando ao mesmo tempo em que pensava na largura das casa na estrada. Lembro que uma vez fui ultrapassado por uma carreta carregando uma trapizonga dessas mas, apesar de ser larga, ainda cabia na estrada. De repente reparei que as casas são divididas ao meio para facilitar o transporte, vejam nas fotos abaixo:

 
Realmente, tudo planejado de forma a facilitar (e baratear) a construção e o transporte. Comecei a imaginar isso no Brasil e de cara ví que não ia dar certo. Já imaginaram os "sem teto", na calada da noite arrastando uma encrenca dessas com uma Brasilia 73 pela Avenida Atlantica e "plantando-a" em frente ao Copacabana Palace ?  E os nossos empresários vendendo a mesma casa para dois clientes, na hora de entregar vai metade para um e metade para outro. Na hora em que o cara quiser usar o banheiro tem que ir na casa do outro, este por sua vez se quiser ir na cozinha vai na casa do outro. O problema é na hora de dormir, aí vai dar galho, ou chifre.......Não ia dar certo. Melhor deixar como está.
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