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quinta-feira, 16 de abril de 2015

AS 15 MELHORES ROTAS DOS USA - 22

SEMPRE EXISTE ALGO PARA QUEBRAR A MONOTONIA.

Natchez (MS) - Mobile (AL) - 24 agosto 2014

Hoje peguei as grandes estradas pois queria chegar mais rápido a Mobile, no Alabama. O objetivo era fugir do calor infernal que após às 11 horas fica insuportável. Principalmente por não existir nenhuma floresta por perto. Como essas estradas são monótonas, principalmente aos domingos, você quase que pilota no "automático" mas quando surge uma paisagem como essa, faço o retorno, o horário que se exploda mas tenho que curtir ao máximo toda essa beleza que tento compartilhar com vocês.







Eu seguia meu caminho quando vejo, na pista contrária, um monte de carros de bombeiro. Quase caio da moto de tanta emoção. Procurei um retorno uma ou 2 milhas à frente e voltei voando, temendo ter sido apenas uma miragem. Mas não, estavam todos lá me esperando. Os cromados brilhando, a pintura tinindo, escadas, extintores, buzinas, sirenes, enfim tudo aquilo que faz a festa da molecada. Era uma empresa especializada na compra, venda e leilão de carros de bombeiros. 






Que "business" maravilhoso ! Pode até dar prejuízo que já está no lucro (isso é muito profundo, poucos entenderão, só os Rodrigues Silva com sua lendária mania de comprar na alta e vender na baixa). Esqueci
 da vida curtindo os carrões, um deles: a cereja do bolo, merece até um post especial.











HOJE FOI FLÓRIDA, EM TODOS OS SENTIDOS..

Mobile (AL) - Tallahassee (FL) - 26 agosto 2014

Hoje o dia começou de forma traumática: fui obrigado a abandonar a "Furiosa". Como ? O ilustre leitor não sabe quem é a "Furiosa" ? Imperdoável. Trata-se de minha calça Jeans 01. As outras duas (02 e 03 ainda não reúnem méritos suficientes para leva-las ao batismo). Ante-ontem, ao chegar a Mobile fui direto para o Golden Corral (come-se um steak honesto sem quebrar a firma). 



Ao entrar notei que as pessoas me olhavam de forma estranha. Deve ser o meu lendário charme, pensei. Nada, era a "Furiosa" que abriu o bico e começou a desmontar na frente de todos. Rasgava mais fácil do que papel japonês. 




Arrumando a bagagem hoje não tive coragem de joga-la na lixeira, levantei o colchão e deixei-a esticadinha entre um colchão e outro. Grandes serviços prestados, uma guerreira com 4 Tail of the Dragon na folha de serviço. Fora outros embates que a modéstia me impede de relatar.

Mas isso é passado. Lá ia eu meditabundo (céus, o Jack está batizado, não é possível) quando o GPS apagou. Pensei que fosse a louca do "Wrong way" mas não, era a tomada da moto (onde ligo o desinfeliz) que pifou. Continuar sem GPS complica. Depois que a gente se acostuma com a mordomia não sabe viver sem ela. Não sei como rodei 2010 e 2011 apenas com um enorme mapa. Nem sextante eu tinha !
O calor estava brabo, na casa dos 38 graus. Parei em frente a uma loja de conveniências e bem ao lado daquela enorme caixa que armazena sacos de gelo. 


Afinal o efeito psicológico já baixou a temperatura em uns 5 graus. Comecei pelo mais fácil, o fusível da tomada que estava ok. Depois parti para retirar o bagageiro do lado esquerdo, soltar a caixa de ferramentas e em seguida a tampa que dá acesso à caixa de fusíveis. Pronto, lá estava o sacaninha de 10 ampéres queimado. Procuro no meio da bagagem toda e acho a caixa de sobressalentes. Fusível trocado e tomada operacional novamente. 





Engraçado é que durante essa faina, o efeito psicológico foi para o brejo e o calor recrudesceu (lindo isso) o que me obrigava a improvisar: olhava pelo vidro e quando a caixa da loja estava atendendo alguém eu abria a tampa do depósito de gelo e colocava a cabeça lá dentro. Até que numa dessas demorei mais do que o atendimento (ou entrei demais no depósito) e fui flagrado. Sorte que a dona foi bacana e só se limitou a rir e a balançar a cabeça como não acreditando no que via.
É meus amigos, vida de motoqueiro tem dessas coisas. A propósito, Tallahassee é a capital da Flórida.





DESLOCAMENTO SEM MAIORES NOVIDADES.

Tallahassee (FL) - Jacksonville (FL) - 27 agosto 2014

Hoje foi um "tirinho" curto, 160 milhas. Ontem uma dor de cabeça perturbou-me desde que cheguei, acredito que tenha sido o sol ou as "cabeçadas" dentro do depósito de gelo. O fato é que esqueci-me de lavar uma peça de roupa e só fui faze-lo hoje pela manhã. Quando isso acontece, coloco um plástico sobre a bagagem, a peça por cima e deixo o sol fazer seu trabalho. Quando cheguei a Jacksonville, fui direto para um Panera Bread almoçar, a peça estava seca e quentinha. Foi só dobrar e colocar na bagagem.






Depois, a caminho do hotel, vi esse Wrangler parado no sinal com uma proteção de crochê no pneu sobressalente. Acho que meu amigo Fabio Paiva vai enlouquecer quando ver. Uma gracinha.



Já no hotel, esse Dodge com cara de mau chamava a atenção.



Por fim uma vista da janela do meu quarto. 



Hotel lindo, cheio de elevadores, mas pobre é pobre. Quando acabei de tirar a bagagem da moto e colocar num troço que parece uma gaiola, um tal de Valete pediu a chave da moto para estacioná-la. O "-Nem fodendo !" saiu automaticamente e no mais perfeito português mas tenho certeza de que ele entendeu claramente. Ainda assim morri em 10 obamas pelo estacionamento, quase 20 % do preço da diária que estava numa promoção, lógico. Caso contrário eu não passaria nem na porta.

Valete ! Eu hein....Valete é o cacete !





A  ÚLTIMA  "PERNA"  DA VIAGEM

Jacksonville - Kissimmee  - 28 agosto 2014

Putz, sentado numa poltrona da Harley de Ormond Beach, com os dois rotores do freio dianteiro da Thaís no colo pensando como dependura-los na Helô.




 Isso sem falar na encomenda do Dotô Badá Barreto, cujo preço era 1.000 dólares mas encontrei por 500. O problema é que era sem nota e o cara só tinha uma peça. Tive que resolver na hora. Essas decisões estão me botando louco. 

O pior vai ser chegar ao Rio e escolher entre Garotinho, Pezão, Lindbergh e o resto do trem fantasma. Acho que vou pedir asilo político ao Paraguay. Que bando de protozoários filosdaputa.


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