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terça-feira, 28 de junho de 2016

CANADA E ALASKA DE MOTO - 4

TAIL of THE DRAGON at DEALS GAP

28 junho 2016

Eu não ia postar nada hoje, para dar um descanso a vocês e a mim, porém tirei a manhã para visitar um dos points mais fascinantes do motociclismo na Terra de Marlboro, o Tail of the Dragon. 

Apesar de ser minha 5ª. visita ele sempre se renova. Além do mais, a própria estrada do hotel até lá, 17 milhas pela 129 North, já é um verdadeiro banquete cruzando represas, beirando lagos e atravessando a Nantahala National Forest.





Sai por volta das 9 h com a temperatura em 22 graus e uma leve garoa que foi parando aos poucos.  Velocidade bem tranquila para curtir o visual, paradas regulamentares para  fotos,  agradecer a Deus o milagre da vida e curtir o cenário maravilhoso que a natureza levou milhões de anos preparando este especial  momento. Nada como você ter consciência disso .   




Muitas motos na estrada e na chegada a Deals Gap uma outra surpresa: uma frota de Corvettes estacionados em fileira de 3 para deixar qualquer comuna louco para abandonar o partido e cair na gandaia do consumo desenfreado.





Como eu digo, Rabo do Dragão é sempre uma surpresa. Quem é minimamente observador constata, já na chegada, o astral diferente e uma energia deliciosa. O americano, tradicionalmente discreto e reservado, entra no espírito do lugar e desanda a falar alto, puxar conversa com desconhecidos (principalmente estrangeiros), apertar mãos e dar tapinhas nas costas (normalmente uma heresia para os gringos). 






As senhoras, umas um tanto entrada nos anos, outras nos quilos e muitas em ambos os departamentos, não estão nem ai para a opinião alheia: calças justas, botas, bandanas nos cabelos, tatoos de apavorar genros e noras porém pilotando com garbo e elegância as grandes Road King, Electras, Trikes e o que mais aparecer.  Quando as vejo passar é como se fora a própria Cavalgada das Valquirias.




Existem muitos outros points, tais como Sturgis, Daytona, etc..., acontece que ao contrário desses, onde as motos ficam paradas e acontecem em datas agendadas com antecedência. No Dragão as motos andam, na velocidade que sua competência (e coragem) definir, e acontece 365 dias por ano 24 horas por dia. Claro que no inverno só de Snowmobile.  Além disso, todos os tipos de motos e pilotos convivem em harmonia. Incrível ver uma mastodônica Goldwing puxando uma carretinha encabeçando uma fila de Super-esportivas que não tem como ultrapassa-la sem que ninguém reclame.

Como sempre, esperei uma janela entre os grupos que saiam e parti para fazer meu circuito. Claro que é uma pista muito perigosa. Não apenas pela quantidade de curvas, uma em seguida a outra sem tempo para respirar, mas por não ter acostamento nem guard-rail e, de um lado barranco, do outro depressão.  

De qualquer forma estabeleci que usaria apenas 2ª. e 3ª. para explorar o “freio motor” ao máximo mantendo a aderência dos borrachudos nos momentos críticos.  Engraçado que, na partida,  o frio na barriga é o mesmo que sentia quando tinha prova oral de latim....mas no fim deu tudo certo,como de hábito.



O Trigue cismou de ir comigo e ficou encantado como Dragão, com quem logo travou amizade. Tive que tirar fotos do sacana com o novo amigo e registrar que ele foi também um sobrevivente do Tail of the Dragon.


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