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domingo, 10 de outubro de 2010

Historic Route 66 - 5

Hurricane, 10 outubro 2010

Meus amigos,

Conforme combinado aqui vai um resumo do dia de hoje.

A ideia era ir ao Zion National Park e de lá pegar o rumo do Grand Canyon National Park-North. Acontece que o Zion é maravilhoso, a estrada de Hurricane, onde eu estava, até lá é cheia de lugares interessantes e tem mais ou menos 22 milhas. No meio do caminho havia um forte, como aqueles do velho oeste, que deixei para visitar na volta, o que iria me causar sérios transtornos. Visitei o Zion, zilhões de fotos, paisagens deslumbrantes, comi qualquer besteira e comecei a voltar. A medida em que olhava a paisagem em volta sentia-me montado não numa HD mas num Apaloosa, daqueles que Jonh Waine montava quando entrava na cidade dando tiros nos facinoras. Acho que foi ai que baixou o espirito de cow-boy em tio Helio. O fato é que cheguei na hora errada às portas do tal forte do 5o. de Cavalaria. Eles estavam sob forte ataque dos moicanos, chefiados por um tal de “Nine fingers”. Esgueirando-me tal como uma serpente pude observar os preparativos que os sacanas faziam para uma última investida: que patifes !

                       

 Como eles tinham matado todas as mulas, vi-me obrigado a tentar empurrar as carroças de agua e mantimento para dentro do forte sem sucesso (fotos abaixo).





Não me restou outra alternativa senão pregar fogo com vontade, satisfação e sem a menor parcimonia na idiaiada (o PV que tenha a santa paciencia mas não dava pra ver aquelas cabeleiras ridiculas sem fazer nada), derrubei uns 4 Leomouras e uns 2 Neymares (foto 3).  

Num determinado momento, no meio do tiroteio, a voz inconfundível  (ele tem a lingua presa) do chefe “Nine Fingers”:   “-Avante meus bravos, nunca antes na historia da nação moicana, etc, etc…”. Foi ai que senti que tinha conversa, o cara devia ser chegado a uma “marvada”. Incontinenti, saquei  do meu fiel Jack Daniels e propus um “trampo” (foto 4).



Pra que, o cara aceitou na hora e fez questao de tirar foto comigo (foto 5).




Em seguida levou-me ao "saloon" onde me desafiou para um tal de “vira-vira”. Não gostei muito do nome mas depois de me esclarecerem que era só encher os cornos para ver quem bebia mais, topei. Pra que, o cara era professional e eu, já prejudicado pela historia do lenço com alcool em Las Vegas, perdi de goleada. Não sei como fui parar fora do saloon (vide foto 6)




e acordar no xadrez .



Só fui liberado depois de prestar trabalhos comunitários compativeis com meu QI.



Abração,

Helio

sábado, 9 de outubro de 2010

Historic Route 66 - 4

 










 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 



Hurricane 9 outubro 2010

Grande Eduharley e demais membros da confraria, hoje passei na HD de Hurricane e fiz um "Test Ride" com uma Road King 2011. Aproveitei para fotografar uma 883 2010 que estava a venda. Anexo as fotos da máquina e o preço. Passei o dia no Zion National Park e foi sensacional, o problema foi na saida quando tive uma violenta batalha com  indios (moicanos, tinha um com a cara do Leo Moura e outro parecia o Neymar) mas essa é uma historia que foi fotografada e postarei mais a frente. Agora vou dar um banho no Helio e comer alguma coisa.

Si iu leiter (modéstia a parte)

Helio

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Historic Route 66 - 3

 


 
 










Hurricane, 8 outubro 2010

Grande Moçada,

Como diria um vagabundo conhecido meu: “-A luta continua”. Ih, cara não é quem voce está pensando não… Bem, sigamos, hoje pela manhã fui expulso do hotel pois as diárias passam a custar o triplo. Aproveitei para comprar um tripé (epa, epa) para  minha máquina pois já estava de saco cheio de ficar em posições  esdruxulas para regular a  dita cuja. Na minha andança pela cidade de Vegas fui abordado por dois "policiais" que fizeram questão de tirar uma foto comigo ! Peguei a tal da  “I 15 North Fwy”. Rapidinho saimos do transito de Vegas e abandonamos aquela moderna Sodoma entrando no deserto de Nevada. A velocidade máxima é de 75 milhas/hora mas se voce a mantiver  os caminhões, sim os caminhões, passam por cima de voce, assim foi que enrosquei um pouco mais e a danada da Camila não fez feio. 80 a 85 milhas, o asfalto perfeito, dia lindo, visibilidade  total e a gente só agradecendo a Manitu por estar vivo e pilotando uma das melhores maquinas já postas na face da terra. De repente, no meio do deserto,  vejo o que? Sim um Oasis. Oasis mesmo, de carne e osso. Um baita de um complexo chamado Oasis, com Hotel, Spa e um Cassino. Tive que parar e tentar  o vermelho 17. "Mifu", mas valeu a pena, o lugar é um barato. Depois segui ate Hurricane onde, na entrada, tem uma enorme concessionária da Harley Davidson. Eles estavam acabando de receber os modelos 2011 que serão colocados para Test Ride. Bati algumas fotos, a turma que gosta das 1200 ia babar, tinha uma (2010) a 9.000 doletas.
Amanhã a luta continua, quem sabe não dou uma pilotada numa nega daquelas. O que me sugerem ?

Abração,

Helio

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Historic Route 66 - 2



 
 

 







 







Las Vegas, 7 outubro 2010


Meus grandes parceiros,

A distancia nos mostra, com muito mais clareza, como somos parte de um todo. O pouco tempo que convivo com voces, alguns nem mesmo conheço pessoalmente, me dá a certeza de que essa aventura não é de apenas uma pessoa, mas de um grupo de amantes das rebolativas, temperamentais, fogosas e fieis Harley Davidson. Gostaria de escrever a cada um para agradecer as palavras de carinho e incentivo mas acho melhor faze-lo em grande estilo: a qualquer momento, quando ocorrer o encontro do século, a tal de “Mother Road” com o “Crazy Grand Father”, vou me vestir com a melhor roupa (roupa de gala mesmo) concentrar-me e fazer uma oração agradecendo por voces existirem e que assim permanecam por muitas e muitas luas.
Com relação à experiencia cientifica de ontem, foi coroada de exito. A ressaca que o velho Jack causou fez-me esquecer da tosse. Santo remédio.
Vejam a foto do início dos trabalhos quando eu ja estava mais para lá do que pra cá. As outras fotos mostram um pouco da tal cidade de DEZ habitantes, Amargosa Valley Junction, na saída do Vale da Morte.
Abração a todos e um beijão especial no meu sobrinho-neto Mariola.

Helio (em estado operacional, funcionando quase todos os sentidos, ainda que alguns precariamente)

p.s. : Amanhã monto na Camila (nome da moto) e partimos rumo ao horizonte.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Historic Route 66 - 1


 

 

  














 
















 





Las Vegas, 6 outubro 2010

Ando meio sumido, posto em sossego, procurando atacar pelos flancos sempre que se apresenta a ocasião, fazendo minhas trapalhadas aqui minhas confusões acolá mas procurando, sempre, manter-me com a discreção possível na minha idade. Sabe como é velho, né ? Teimoso, fala alto, meio surdo e acha que sabe tudo. Acontece que tem um cidadão aqui a meu lado, enchendo meu saco para que eu abra o jogo, então ai vai: tô na terra de Marlboro, onde aluguei uma Electra Ultra Glide e comecei a realizar um velho sonho de infancia: andar com uma Harley no idioma dela e que tenha sido amamentada com a premium de 91 octanas. Meus camaradas, tá valendo cada centavo da herança dos meus filhos. Fui para Los Angeles e peguei a prima da Naomi no dia 2, estava previsto dia 5 mas não resisti. Gastei o dia 2 e o dia 3 para conhecer a máquina e fazer as compras do que faltava (quase tudo). Dia 4 sai de Los Angeles debaixo de chuva e com um frio de enregelar. O cara da HD me deu o capacete e uma capa de chuva feminina (rosa) tamanho P. Preferi correr o risco de uma pneumonia a pagar um micão desses logo no começo da epopéia, quando ainda resta alguma dignidade. A grande novidade é que na Electra nova voce não molha os pés por causa daquele treco que eles colocam no mata-cachorro. Logo que consegui descobrir onde era a tal de North 5 Freeway a coisa melhorou, dentro de algumas milhas comecei a atravessar o deserto de Mojave. Meus caros, não tem nada melhor, tirante sexo, obvio. O fato é que depois de umas 220 milhas fui pernoitar em Lone Pine às bordas do Death Valley National Park (o tal de Vale da Morte, que de morte não tem nada, o nome é esse porque existia um cemiterio indigena). De qualquer forma a travessia foi maravilhosa, eu a Harley e o vento (ficou bonito, ficou bonito prak7). A  travessia é longa pelas inumeras paradas para foto (eu esqueci de comprar tripe e tinha que colocar pedras e madeiras para calçar a máquina). Na saida do Vale da Morte, depois de rodar algumas milhas, cheguei a uma cidade com apenas DEZ habitantes: Amargosa Valley Junction. Dormi no Hotel Amargosa. Hoje sai de la e me mandei para Las Vegas, onde cheguei cheio de vontade de quebrar a banca do cassino. Se isso ocorre não quero nem o dinheiro, separo 3000 dólares para as primas e o resto prefiro receber em Harley Davidsons, Jeeps velhos e vales gasolina premium.
Bem a culpa por eu estar me abrindo dessa forma é do sacana do Jack, sim o tal de Jack Daniels aqui a meu lado. Como ele veio parar aqui ? Lembram-se no começo que falei no frio, chuva e na roupa feminina ? Pois é, peguei um bruta resfriado e estou tossindo que só uma vaca. Minha mãe sempre falou para eu colocar alcool em um lenço e enrola-lo no pescoço. Como não tenho lenço, pensei em usar uma bandana Scream Eagle linda. Alcool tentei ate em posto de gasolina e eles não vendem. O mais próximo de alcool que achei foi o tal de Jack Daniels. Na hora de molhar a bandana achei mais cientifico encher um copo, dar uma beiçada boa e limpar os beiços com a bandana, repetindo o processo ate esvaziar a garrafa, acho que vai funcionar melhor. Amanhã conto o resultado.
Abração a todos ,

Helio, o decimo primeiro habitante de Amargosa Valley Junction

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A vingança do Esbelto Infante
















“ – A homem que cisma de comprar carro velho ou casar com puta não adianta dar conselho “. 

A frase dita pelo meu pai há 50 anos, quando cheguei com um Jeep CJ5 caindo aos pedaços, adquirido contra a opinião de todos, me persegue e continua atualíssima. Até por que, desde então, os Jeeps CJ5 ficaram 50 anos mais velhos. 

Hoje em especial, voltando de uma viagem à Brotas, onde participei de uma trilha com um grupo de jipeiros de São Paulo, as palavras do “velho” não me saiam da cabeça. Não que tenhamos, eu e o Jeep, nos saído mal na trilha, muito pelo contrário até. Os desencalhes das modernas, reluzentes, refrigeradas e sonorizadas viaturas levadas a efeito pelo nobre e humilde Esbelto Infante, nome do meu Jeep, foram um sucesso ainda que a glória, como sempre, tenha sido efêmera. Logo que chegamos ao restaurante, onde iríamos comemorar o término da trilha, começaram as gozações: “-Você tem sorte, não paga IPVA, paga taxa de lixo.”; “-Seu CJ5 tem um valor numismático incrível.”; “-Quando chove você dirige de guarda-chuva e galocha ?”; “-É alguma penitência que você está fazendo ?”. 

Ouvi todas as barbaridades com um sorriso amarelo, fazendo força para manter um ar de desdém e, principalmente, a compostura já que o sangue italiano começava a borbulhar. O remédio era procurar meu quarto na pousada à beira da estrada e tentar dormir pois, além de tudo, uma irritação na pele impedia barbear-me, o que causava uma furiosa coceira. 

Quase sempre esqueço as gozações tão logo me aboleto ao volante do Esbelto e aponto sua proa para o horizonte mas desta vez não deu. Gozações, irritação na pele e uma noite mal dormida no quarto de frente para a estrada era tudo o que eu não precisava para a longa viagem de volta. Mas, fazer o quê ? Filhos, netas, uma virtual mulher amada e credores me esperavam. Os últimos, talvez mais ansiosos. Esqueçamos o desjejum mequetrefe que me fez saber, literalmente, o que é “comer o pão que o diabo amassou.” Antes de mais nada, um pré-analgésico para a traiçoeira enxaqueca que espreita na terceira curva da viagem. Sento-me ao volante do Esbelto Infante, giro a chave de ignição e a primeira notícia boa do dia: o motor ronronando como uma gata no cio. Pelo menos isso, pelo menos isso, penso. Afinal, até Cabo Frio, nosso destino, 900 Km de estradas nos aguardam. 

O primeiro trecho da viagem, até Campinas, foi humilhante. Esbelto Infante mantendo uma velocidade de cruzeiro de honestos 80 Km/h e sendo espalhafatosamente ultrapassado pelos modernos SUV (é como eles gostam de chamar, acho que é de Sport Utility Vehicle) da turma que fez a trilha e saiu depois de nós. Era quase pornográfica a forma como businavam ao nos ultrapassar. Alguns diminuíam, e esses eram os piores, berrando pela janela: “-Cuidado com o radar de velocidade vovô !”. E lembrar que rebocamos vários desses cretinos! 

Já na Dutra, após descermos pela Via Dom Pedro até Jacareí, a enxaqueca derrotou o pré-analgésico. Fiquei com medo de tomar outro, a luta contra a sonolência já era terrível. Sono, calor, tráfego pesado, barba coçando, isso só fazia aumentar o mau humor. Aumentei um pouco a velocidade para 90 Km/h de olho na temperatura do motor. 

A falta de portas e janelas no Jeep permitia a entrada da fumaça da descarga dos ônibus e caminhões, tão densa de óleo diesel que parecia ser possível corta-la com uma faca. Pelo menos a irritação no rosto melhorou, acredito que tenha sido o óleo diesel mas como não existe almoço grátis, o mesmo diesel que agia como um bálsamo para a pele embaçava os óculos às raias da cegueira. O fato é que eu seguia irritado, triste, mal humorado e com as palavras de meu pai latejando em minha cabeça ao ritmo da enxaqueca: “ – ...comprar carro velho, não adianta dar conselho “, “ – ...comprar carro velho, não adianta dar conselho “, “ – ...comprar carro velho, não adianta dar conselho “. 

Numa das olhadas pelo retrovisor vejo se aproximando um Land Rover modelo Defender 110 prateado, desses que o pessoal que “chegou lá” adora chamar de “Def 110”. 

A contragosto devo confessar que o carro era lindo, posto que novo e cinematograficamente equipado: snorkel, pá, machado, bagageiro no teto, escada, guincho, antenas de vários tipos e toda aquela parafernália que esse pessoal usa para impressionar os vizinhos. A bordo um casal. Ele, com um boné que deve ter custado uma imoralidade e ela, com óculos escuros dessas grifes metidas a besta e um lenço vermelho no pescoço. Enfim, um casalzinho que não só chegou mas estava “lá”. 

A velocidade deles não era muito maior do que a nossa, provavelmente vinham mais devagar para melhor discutir a relação (DR). O pessoal que “chegou lá” adora brigar na estrada. O fato é que fui para a direita e esperei-os passar aguardando uma saudação, nem que fosse de gozação, afinal é quase uma convenção entre jipeiros. 

Quando a Land Rover chegou a meu lado, a mulher, sempre olhando para a frente, levantou o queixo 2 gráus acima da linha do horizonte e, posso quase que jurar, semi-cerrou os olhos com ar de desdém . O babac....., quer dizer, o cidadão, também com o queixo empinado, ainda deu uma olhada de cima prá baixo como que com nojo do que via. Não posso tirar de todo a razão da dupla pois o Esbelto estava coberto de lama e poeira e com a capota rasgada (lembrança de um galho de arvore na trilha). Eu, descalço, sem camisa, a calça imunda arregaçada até o meio das canelas e a cara untada de óleo diesel, fuligem, moscas e mosquitos. Claro que uma dupla daquelas não iria se dignar a falar com alguém que não se sabe de onde veio nem para onde vai. Se é que conseguirá ir a algum lugar com aquele tipo de veículo que não seja um desmanche, devem ter pensado . 

De qualquer forma, antes que a Land acabasse de cruzar com o Esbelto e antes que eu concluísse meu pensamento: "Que grandessíssimos filhos da p.... !", vi o sorriso mais lindo de toda a viagem, embora tenha sido o famoso sorriso "1001". O quê ? O ilustre leitor não sabe o que é sorriso "1001"? Simples, eu explico, eu explico: é aquele em que faltam os dois dentes da frente da arcada superior, os chamados incisivos. O fato é que um moleque de uns 6 ou 7 anos, sentado no banco traseiro da Land Rover, ao ver o Esbelto Infante e seu intrépido piloto, como que acordando de um pesadelo, levantou o polegar fazendo o sinal de positivo e, sempre com aquele maravilhoso sorriso, juntou o polegar ao dedo médio e, sacudindo a mão, batia com o dedo indicador no médio fazendo o tradicional gesto de "senta o sarrafo velho maluco!". 
Fui à loucura. Ganhamos a viagem (eu o Esbelto e o garoto). 

Fiquei imaginando o pobre do moleque ouvindo o papo dos dois idiotas: 

Ela: "-Silva (mulher que "chega lá" só chama o marido pelo sobrenome) preciso comprar um vestido para a recepção da Roseana Sarney" 

Ele:  "-Bel (de Belarmina, nome que ela odeia) aquele que você usou no julgamento do seu irmão no escândalo do BNDES esta ótimo" e por aí a fora.

A verdade é que o garoto foi o ponto alto da viagem. A partir daquele momento, nada mais me incomodou, até a enxaqueca desapareceu. O Esbelto Infante estava soberbo, o zunido dos pneus no asfalto era música aos meus ouvidos, o vento desmanchando as ralas melenas lembrava uma antiga e maravilhosa amada em intensos e especiais momentos. Como se não bastasse, um verdadeiro exagero em nossa homenagem: o sol se pondo tingindo de amarelo o horizonte. 

Tive pena do resto da humanidade ! Eu era um privilegiado e tinha consciência disso. 

No meio de tudo e por um momento, tive a nítida impressão de escutar uma esnobada do Esbelto Infante: "-Tá vendo só seu estouradinho, eu não ligo a mínima para o que falam de mim. Não ligo nem mesmo para elogios, condecorações, títulos e honrarias. Preocupa-me apenas a opinião das crianças pois são as únicas em que acredito. Experimente, faça um teste, ponha um monte de modernas, equipadas e velozes viaturas juntas a um velho e lendário CJ5. Solte as crianças e observe para onde elas correrão, qual o carro que vai lhes atrair como se fora um imã. Talvez então você comece a entender a frase imortalizada pelo Jipeiro-Mor: ‘DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS !’” . 


É, além de sábio esse tal de Esbelto Infante é um poeta !






domingo, 19 de setembro de 2010

Naomi

Esta é a história da criatura mais rebolativa e insubmissa que já encontrei na vida. Aprendi, da pior forma possível, que ela gosta de ser tratada com carinho porém com mãos firmes...