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sábado, 6 de agosto de 2016

CANADA E ALASKA DE MOTO - 32


EDSON – BANFF
6 agosto 2016

Sai de Edson hoje às 8 h, parei uma ou duas vezes para fotos mas nada que comprometesse meu objetivo de pegar a Icefield Highway em Jasper por volta das 10 h. A estrada até Jasper é excelente e tem um visual muito bonito enriquecido pelas Rochosas. Muitos carros, motos e ciclistas mas os moto-homes predominavam. Acho que eles alugam aquela goiaba e vão aprender a pilota-lo nas estradas. Tem que ter muito cuidado ao ultrapassa-los e ao ser ultrapassado por eles. Como ? Se espantou ? Sim, eles andam de pé embaixo nas picapes monstruosas, com um baita motor V8, puxando a casinha com rodas e a infeliz da sogra dentro tentando colocar a dentadura. Hoje na chegada de Banff,  um maluco fez um strike em 4 ou 5 carros e caiu numa depressão certinho, sem virar o carro e soltar o reboque. Como tinham 3 carros da polícia imagino que era para segurar a sogra do sacana...

Para usufruir da paisagem e curtir a estrada você tem que morrer em 8,50 dólares mas vale a pena. Eu parava tanto que começava a ficar preocupado em perder a cama que reservei num hostel em Banff. A estrada serpenteia por entre montes cujos picos ainda estão cobertos de neve. Tem curvas, subidas e descidas que fariam a alegria de todo motociclista não fossem as paisagens que nos obrigam a maneirar no acelerador para tentar aprecia-las sem correr o risco de um acidente.

Eu estava feliz como pinto no lixo (como o Clynton com a Mônica Levinsky – será que estou misturando as estações !  Se estiver perdoem-me) Mas o fato de estar pilotando a Helô, num local aprazível como aquele, ainda por cima debaixo de um SOL maravilhoso, era para comemorar.

Apertei um pouco o passo e quando cheguei a um pouco mais da metade do caminho – faltavam uns 120 Km, ELA chegou....... ELA quem, hão de me perguntar....não, não foi a policial de olhos azuis e algemas douradas.......;.foi uma chuva torrencial que mal deu tempo de colocar minha jaqueta à prova d’água. Choveu muito e o tempo todo. Só parou quando cheguei a Banff.  O acidente do maluco com o moto-home deve ter sido por causa da chuva, parar aquela encrenca no tempo seco já é difícil, imaginem com chuva....

Vim para o tal do hostel, muito bem organizado e enorme. Fiz meu registro, recebi uma toalha – que entendi como uma ordem para dar um banho no Hélio – a chave eletrônica do quarto (com 3 beliches numeradas) e um roteiro com todas as instruções (restaurante, wi-fi, etc...).
Ao entrar no quarto deparei-me com uma figura oriental, baixinho e sorrindo o tempo todo. Foi logo se apresentando, chama-se Ice é de Singapura e vai ficar uma semana aqui aproveitando as excursões que o hostel organiza. Perguntei a ele qual o critério para escolha das camas e ele falou-me para eu escolher (os outros hóspedes ainda não haviam chegado). Mostrei o número que a recepção me deu e as camas numeradas. Ele novamente falou para eu escolher. Mostrei a cama inferior perto da porta e das tomadas e ele, imediatamente, trocou os número das camas e fez uma reverência oriental.
Tô começando a gostar do sacana, é dos nossos !

















sexta-feira, 5 de agosto de 2016

CANADA E ALASKA DE MOTO - 31




EDMONTON - EDSON

5 agosto 2016

Tirinho rápido, de apenas 200 Km para ficar mais perto de Jasper onde começa a Icefield Highway que atravessa o Parque e vai até Banff e tem cerca de 280 Km de extensão. Como já sei que vou fazer muitas fotos e muitas paradas para apreciar o cenário, quero começar o mais cedo possível. O ideal seria ficar em Jasper mas os hotéis estão com preços proibitivos. A alternativa de buscar um “bed and breakfast” em uma casa de família também é boa mas acho que vai ser meio complicado pois os hotéis estão lotados. Preferi ficar em Edson, por 50 dólares e a 160 Km de Jasper. Amanhã saio às 8 e inicío a Icefield por volta das 10. Tenho até as 18 h para brincar.






quinta-feira, 4 de agosto de 2016

CANADA E ALASKA DE MOTO - 30


EDMONTON
4 agosto 2016

Hoje quase perdemos o café da manhã por causa do ajuste do fuso horário. À medida em que descemos o Canadá ele aumenta mais uma hora mas, para quem não sabe nem o dia da semana em que esta, isso não faz a menor diferença......
Fomos para a Harley, o Filipe comprou o óleo da Juanita. Enquanto trocavam o óleo da Helô o Filipe me entrevistava para seu Canal Roadgarage no Youtube. Ao final ele fez uma surpresa presenteando-me com um sino guardião que me deixou emocionado, aliás muito emocionado. Principalmente com os dizeres gravados ainda que imerecidos: “The King of road”.  Uma lembrança para sempre. Muito obrigado parceiro, muito obrigado irmão.

https://youtu.be/W8WYBf9OzjQ

Depois da entrevista fomos ver como estava minha moto e  nos deparamos com vários curiosos rodeando a Juanita, eram clientes, funcionários e mecânicos da HD espantados pela distancia percorrida desde o Brasil e até onde chegou aquela atrevida FX. Foi muito legal ver o Filipec explicar as vantagens do pneu automobilístico sem poder ser contestado, afinal aquela encrenca deu certo e foi até Prudhoe Bay.

A verdade é que nunca fomos tão bem tratados em uma HD, ganhamos pins, a recepcionista nos trouxe garrafas de água mineral, fizeram fotografias nossas, ganhamos canetas, sacolas e copos plásticos da HD. Muito bom mesmo o tratamento.

Depois de tudo isso, minha moto pronta, discutimos quem iria ficar com o reservatório reserva de gasolina, que não utilizamos por medida de segurança e economia. Resolvemos fazer um sorteio, como eu perdi fui obrigado a ficar com ele.

Reservatório amarrado na Helô, após um forte abraço montamos nas motos e saímos juntos pela última vez nesta viagem, como combinado cada um seguiria seu próprio caminho. Pilotamos em formação de parada, por alguns quarteirões, paramos lado a lado no sinal da Yellow Head, estendemos as mãos e, com os punhos fechados, trocamos um leve soco.

 A Juanita dobrou à esquerda e a Helô seguiu em frente...ambas carregando suas emoções.


www.https://youtu.be/W8WYBf9OzjQ

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

CANADA E ALSKA DE MOTO - 29


DAWSON CREEK (BC) – EDMONTON (AB)
3 agosto 2016

Como já sabíamos, esse negócio de “high speed wi-fi”  por essas bandas é balela. O Filipe deixou o celular subindo um vídeo a noite inteira e hoje pela manhã ainda faltavam quase 50 %. Percebemos que o sinal na recepção, onde é servido o desjejum meia-bôca, é muito melhor do que nos quartos. Enquanto engolíamos a gororoba Felipe monitorava o celular e viu como melhorou o desempenho. Como ainda tínhamos tempo de sobra ele falou com o Tailandês que iria deixar o celular no balcão terminando de subir o arquivo e voltaria em 20 minutos para pega-lo pois o sinal da internet estava muito melhor ali do que no quarto. O tailandês a tudo ouvia com cara de inteligente, o que me preocupou bastante.
Quando o Felipe colocou o celular sobre o balcão e ia saindo ele mandou esperarmos,pegou um papel adesivo, colou na tela do celular e escreveu o número do quarto em cima da tela. Eu comecei a desconfiar que ia dar merda. Ele abriu uma gaveta enorme e tirou uma pilha de fichas de registro antigas e procurava sempre o número de nosso quarto. Não adiantava dizer ao puto do tailandês que tínhamos chegado ontem. Ele fazia cara de quem está comandando a situação mandava-nos esperar. Finalmente achou uma ficha de fevereiro e falou que iria chamar a polícia !
A vontade de dar-lhe um "hane goshi" e finalizar com um "barai" nos peitos, como nos velhos tempos,  só não foi consumada porque tenho certeza de que não alcançaria o peito do desinfeliz, apesar de ser baixinho. Talvez dar-lhe o desmoralizante “tapa de estalo”  chamasse-o à razão, quem sabe? Enquanto eu pesava as alternativas ele repetia como um papagaio: “Chamar polícia, polícia resolve, polícia sabe”  Quando o Filipe disse que o celular era dele o sacana duvidou e ai foi a vez do Filipe arrancar o celular da mão dele, procurar uma foto, colocou o celular exibindo a foto ao lado do próprio rosto perguntando: “Do You know Who is He !”. Ele ficou com uma cara desalentada e balbuciou: “You, You” e ficou parado vendo sua tese mirabolante ir para a casa do cacete.
Saimos dali rapidinho e quando já estávamos na moto para sair ele veio correndo, entregou 3 bananas e um saco de doritos para o Filipe. Céus, quanta confusão esse louco já deve ter aprontado !

No final demos boas gargalhadas com a história e, para variar as bananas estavam passadas, impróprias para consumo humano mas não para dois esfomeados motociclistas depois de 250 Km sem parar debaixo de sol. Principalmente depois de pararmos para fotografar uma fazenda de caribus que, dizem, dá um churrasco maravilhoso.

Abastecemos e  seguimos para a última “perna” de nosso objetivo: Edmonton.
Olhávamos de quando em vez para cima e meio à nossa esquerda onde uma nuvem cinza, que nos acompanha desde Prince George, parecia estar nos procurando. Em pouco mais de 10 minutos nos achou. Foi o tempo exato do Filipe se fantasiar de Capitão Sujeira vestindo a roupa de chuva e as polainas cravejadas e incrustadas do barro de Prudhoe Bay e adjacências. Uma coisa de chamar a atenção e com o poder de, em pouco tempo, espantar a chuva. Porém, até espantar a chuva, abriram a torneira por 15 a 20 minutos que encharcaram minha calça jeans (perdi a calça impermeável, para variar).
Chegamos a Edmonton depois de 630 Km rodados, procuramos e achamos a Harley, onde Filipe vai comprar óleo e eu trocar o da Helô e dali partimos para um McDonalds. Sentamos do lado de fora, sem comprar nada, entramos no Hotels.com e achamos um hotel próximo a 74 dólares canadenses. Com café da manhã decente (se é que pode se chamar bacon frito de decente), wi-fi excelente (para padrões canadenses) e um quarto excelente com máquina de café expresso inclusive.

Amanhã vamos a Harley e lá desfazemos a dupla, Fiipec segue para Sturgis e eu fico mais um dia colocando as postagens em dia e traçando meus planos para Jasper e Banff, depois disso a possibilidade de descer a California entrando na Terra de Marlboro por Seatle.











terça-feira, 2 de agosto de 2016

CANADA E ALASKA DE MOTO - 28


FORT NELSON (BC) – DAWSON CREEK (BC)
2 agosto 2016
Saimos cedo hoje e resolvemos dar uma passadinha no Museu de Fort Nelson bem ao lado do hotel. Acabamos por perder quase 2 horas nessa visitinha. Afinal eram poucos mas belos carros das décadas de 20, 30, 40 e 50. O anfitrião, um senhor bem idoso mas bem esperto e ativo. O museu é bem diversificado e reúne itens militares, como motores de aviões da 2ª. Guerra, torres e brocas de petróleo, bombas de gasolina, ferramentas, placas, letreiros e uma infinidade de quinquilharias. Já estávamos saindo e eu explicava ao Felipim o motivo pelo qual os cariocas apelidaram uma moeda, lá pela década de 30, de “voando para o Mangue”. Eu falava em alto e bom português, claro que não o erudito e muito menos o castiço mas sim o de botequim mesmo. Duas senhorinhas nos olhavam quando uma delas falou com um leve acento do Algarves: “-Estou a ouvir alguém falando o português”. Sim, claro a gaja era da terra natal. Portuguesa  há 26 anos no Canadá mas sem renegar as origens. Fiquei gelado com o que ela poderia ter ouvido mas, se ouviu, portou-se como uma dama e não comentou nada. Conversamos amenidades e tomamos o nosso rumo, aproveitando o belo sol que fazia.
Sol que nos acompanhou na 1ª. parte da viagem e assim rodamos 240 km direto. Demos uma parada apenas para apreciar uma ursa e seus dois filhotes brincando na beira da estrada. Quando fizemos menção de tirar a câmera fotográfica do bagageiro da moto fugiram e o mais engraçado foi ver a um dos filhotes subir em uma árvore com extrema facilidade.

Como não podia deixar de acontecer, em se tratando de Canad’água, a chuva deu o ar de sua graça e de forma como já estamos nos acostumando: temperatura despenca uma barbaridade, céu fica preto e cai uma pancada forte de uns 10 a 15 minutos onde a velocidade tem de ser bem reduzida. Houve um momento em que um raio caiu bem à nossa frente,  ficamos aguardando e em pouco tempo o estrondo que parecia o motor de uma BMW Adventure explodindo por falta de óleo. Uma coisa horrível....
Próximo a Dawson Creek a chuva deu uma trégua e partimos para descobrir onde ficava o marco da “Milha Zero” da Alaska Highway....que começa aqui, em Dawson Creek mas nem sinal do marco. A solução seria fazer umas fotos na placa de boas-vindas na entrada da cidade. Quando o Filipe dobrou a primeira esquina lá estava ele, o tal marco. No meio de um cruzamento com uma calçadinha de nada em volta. Não quisemos nem saber, atravessamos a rua, invadimos a pracinha e fizemos todas as fotos que merecíamos.

Cansados mas felizes tínhamos que nos alojar, procura hotel daqui e dali e encontramos um que prometia “high speed wi-fi”........ claro que era propaganda enganosa. A internet era um lixo, o wi-fi pior ainda e o gerente um tailandês baixinho que falava um inglês pior do que o meu.... o que quase nos causou problemas no dia seguinte....













segunda-feira, 1 de agosto de 2016

CANADA E ALASKA DE MOTO - 27



WATSON LAKE (YK) – FORT NELSON (BC)
1 agosto 2016

Saimos logo cedo mas não sem antes o Filipec dar uma bronca na mal humorada gerente do hotel. Afinal prometia uma internet com acesso ilimitado e quando baixávamos DUAS fotos atingíamos nosso limite e saiamos do ar. Em 10 minutos desisti e tentei fazer algo of-line. Nunca vi internet tão ruim em nenhuma parte, inclusive no Brasil.

Bem, deixemos isso de lado e vamos ao que interessa. Em Watson Lake esta localizada a famosa “Sign Post Forest”. Como o nome diz, trata-se de uma verdadeira floresta de placas e objetos deixados por viajantes que cruzam a Alaska Highway. Os gringos, que não são bobos, gostaram e estimularam a prática organizando-a e fazendo inventário anual das placas e objetos. Até 2015 somavam mais de 85.000. Senhoras voluntárias orientam a todos, mantém um livro de presença e tem sempre palavras simpáticas para os visitantes.
 Procuramos placas de brasileiros que, quando encontradas, foram fotografadas e exibidas neste post.  Quem sabe alguém conhece os amigos que nos antecederam.

O local tem um astral magnífico, penso mesmo que fruto da energia deixada pelos viajantes que por aqui passaram e registraram aqueles momentos de alegria e emoção. Afinal era como nos sentíamos: alegres, felizes,  celebrando a vida com nossas inseparáveis escudeiras, Juanita e Helô. E a cereja do bolo, dividindo a estrada como irmãos que sabem que viajar é preciso.
Não é pouca coisa amigos, não é mesmo....

Para deixar registrada nossa passagem, resolvemos deixar nossos velhos capacetes. Antigos elmos que levaram dois cavaleiros errantes à terra dos sonhos. Testemunhas silenciosas das emoções que nos assaltaram ao longo dos muitos quilômetros percorridos. Das risadas, dos sustos, do medo e, por que nega-lo, das lágrimas. Que em alguns momentos foram abundantes, na alegria e na tristeza. Mas a decisão estava tomada, os velhos elmos mereciam um descanso e assim foi feito.
Os caras são tão organizados que colocam à disposição dos viajantes, martelos, parafusadeiras elétricas, pregos e parafusos.
Para mim entregaram um martelo e 4 pregos 18 para o Felipec uma parafusadeira elétrica e inúmeros parafusos. Com certeza a senhorinha simpática olhou para mim e pensou: “-Esse velho cretino vai tomar um choque da parafusadeira e infartar, melhor dar o martelo para ele.”

Depois de cumprirmos o ritual da aposentadoria dos capacetes entramos na estrada e aceleramos para recuperar o tempo perdido. A “perna” seria longa mas o dia estava lindo, coisa rara nestas bandas, e a estrada excelente apesar de apenas uma pista. Iamos no maior embalo quando vimos um bisão pastando a uns 50 metros da pista. Paramos, fotografamos e pensamos: se esse sacana invade a pista o que fazer !   Saberíamos a resposta alguns quilômetros à frente. 
Quando vi o Filipe diminuindo a marcha percebi que tinha algo na pista bem à frente. Na realidade não era algo mas sim vários algos....e se moviam. Uma manada (ou boiada, ou alcateia, ou cáfila, ou enxame, ou congresso nacional, ou uma bosta qualquer) de bisões pastando e atravessando a estrada de um lado para outro. Como passar era a questão. Deixei o Filipe ir na frente na esperança que o som do Vince Haines espantasse os bichos mas acredito que são surdos. Nem levantaram a cabeça. Chegou a minha vez, fui bem devagar,  quando cheguei  à distancia de uma chifrada, mirei o centro da estrada, fechei os olhos, acelerei e contei até três e abri os olhos são e salvo. Claro que estava  na contra-mão mas o que é um p...do  para quem esta c.......do.

Depois dos bisões foi a vez dos consertos na pista. Já estávamos elogiando quando apareceram as interrupções e os “Pilot Car”.  E dessa vez nos fazendo perder muito tempo e para mim, que nunca pilotei uma HD no barro, foi o pior deles. Chegamos a um trecho que a camada de terra fofa tinha mais de um palmo de altura. A roda dianteira da Helô não parava reta e a traseira queria passar a dianteira. Chegou a um ponto em que ela afundou na terra e atolou. Acelerei como um coxinha encagaçado e dei um banho de terra e pedra na pick-up que vinha colada na minha traseira. 1 a 0 tio Hélio. Vai andar colado na traseira do Sarney (ou similar) pensei.
O fato é que matando baratas, à esquerda e à direita, consegui vencer aquela barreira mas então despencou a chuva, como sempre acontece  neste país chamado Canad’água.
Uma chuva forte com a temperatura baixando constantemente além de uma bruma que não sabíamos se subia da estrada ou eram nuvens baixas mesmo. O fato é que a pilotagem ficava bastante complicada.
Seguimos assim por um bom tempo até que a fome forçou-nos a parar. Não sei o nome do lugar, ao lado da estrada tinha uma pista de pouso e um monomotor estacionado em sua cabeceira. Em volta morros e uma cerração que começava quase nas suas bases e escondia os picos. Isso explicava o monomotor  asa baixa coberto. Ninguém é louco de se aventurar num tempo desses, a não ser que se chamem Hélio e Filipe.

A parada valeu a pena, comemos um sanduiche maravilhoso chamado “Pata de Urso”, acompanhado daquelas batatas que eles fritam com casca e tudo e vem pingando óleo de canola, para desespero da Dra. Raquel, minha cardiologista. Um espetáculo.

Depois de tudo isso, o trecho até Fort Nelson, onde nos hospedaríamos, foi mais fácil do que superfaturar um navio-sonda. Coisa de amadores.....