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segunda-feira, 11 de junho de 2018

AMERICAS TOUR 2018 - 9

HOJE FOI TRANQUILO...

Alcoa (TN) - Indianapolis (IN) 11 junho 2018

A vontade de ficar mais um tempo pela região era grande, ou no mínimo subir a Blue Ridge Parkway, minha estrada favorita. Acontece que o tempo urge ou, na minha idade, ruge mesmo, lembrando que é cada vez mais curto para atender tantas demandas. Isto nos leva estabelecer prioridades, entre elas estão amigos que nos aguardam no norte. Caminhemos pois em direção aos abraços efusivos que nos esperam, capazes de tirar, além do pó da estrada, as saudades que grudam como parasitas em nossas velhas jaquetas de couro.
Arrumar a bagagem foi bem demorado devido à bagunça que virou o quarto. Eu já tinha entrado no ritmo, mantendo todos os pertences num mesmo local, os objetos menores e mais importantes deixava SOBRE o celular (ninguém esquece o desgraçado do celular) e com isso em menos de 10 minutos arrumava a Helô. Dessa vez foi mais de uma hora até encontrar tudo. Mas voltei à rotina aqui em Indianápolis, fiz até uma foto mostrando como o é procedimento padrão.
Atrasei tanto que nem tomei café da manhã, resolvi tentar tirar a diferença e só almoçar no segundo tanque de gasolina.
O dia estava ótimo para pilotar, choveu à noite, a temperatura caiu bastante e no céu nuvens baixas e ameaçadores. A possibilidade de chuva era grande.
A estrada (I-75) estava com transito razoável mas dando para desenvolver umas 70 milhas tranquilamente. Cenários maravilhosos mas sem local para fazer fotos. Muitas obras, não só nas pistas das estradas mas também de contenção de encostas e paisagismo. Falem o que quiserem mas a economia dos gringos está "bombando". A quantidade de novos condomínios que vi construídos do ano passado para cá em Kissimmee foi espantosa. As duas palavras que mais li foram : "NOW HIRING", até mesmo na traseira do caminhão de lixo admitindo motoristas. Bem, mas isso é problema deles. O fato é que quando entramos no Kentucky perdi uns 40 minutos em um engarrafamento por conta de obras. A Helô esquentando uma barbaridade e nisso a fome apertou, não sei se porque imaginei ovos cozidos. O fato é que logo que consegui passar pelo trecho engarrafado entrei na primeira cidade que vi , o que foi uma benção. Chama-se Berea e logo na beira da estrada tem aquele complexo de postos de gasolina, lanchonetes e um pouco mais afastado o meu predileto, o Craker Barrel Old Country Store. Uma bagunça organizada, onde você come bem e barato, com direito a sentar nas cadeiras de balanço do varandão e filosofar sobre concentração de renda (cheguei à conclusão que, além de saudável, é inevitável - danem-se os economistas).
Saindo de Berea os primeiros pingos de chuva me obrigaram a parar no primeiro posto, colocar traje de chuva e o capacete integral. Logo em seguida a chuva veio bem forte, minha velocidade caiu para 60 "com cagassus galapantis". Carretas passavam na mesma velocidade de antes levantando aquele spray em que vc não enxerga nada. Meu maior receio nas maravilhosas estradas americanas, especialmente nas "Highways" são as armadilhas que muita gente não se dá conta. Como rodam muitos caminhões pesados e em alta velocidade, o superaquecimento dos pneus, faz com que pedaços da banda de rodagem se soltem do pneu, quando não a banda de rodagem inteira. Para um carro que vem atrás pode não ser um grande problema porém para uma moto o é. A probabilidade de queda é quase 100 %. Por isso utilizo um procedimento que fica comprometido com a chuva (tentar identificar o obstáculo o mais distante possível). De qualquer forma correu tudo bem e próximo a Indianápolis a chuva parou. Procurei um McDonalds, usei o Wi-Fi deles e fiz uma pesquisa: encontrei um Super 8 por 44 dólares com café da manhã, freezer, microondas e cafeteira - itens fundamentais para quem está viajando na categoria "baixa renda". A título de curiosidade, e para encher linguiça, fiz umas fotos da minha mansão cuja maior frequência é de motoristas de caminhão.















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